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Faz música ambiental e busca a perfeita fusão do som elétrico com o acústico.
Com a idade de 7 anos já tocava guitarra e era claro seu interesse por música. Sete anos mais tarde o teclado tornou-se a maior motivação para desenvolver suas primeiras composições.
Após alguns anos compondo e atuando em teatro, ingressou no departamento de Arte, Media e Tecnologia da Escola de Artes em Utrecht.
Na época em que seu primeiro álbum demo estava sendo produzido, Patrick foi convidado para participar com algumas músicas em uma série de CDs.
"Passing Winterghosts" representou seu primeiro esforço para criar um álbum de produção própria, o que se configurou em uma rica experiência de aprendizado. As 6 faixas aqui apresentadas contêm uma pequena seleção de composições desse seu arquivo original.
Durante sua educação formal, Patrick compôs trilhas para várias medias, como animações da televisão alemã e uma mostra para um congresso internacional de criação.
Esse período de meramente compôr por encomenda provocou uma pausa temporária na produção de sua própria música.
A Internet transformou-se numa motivação para de novo retomar seu trabalho de compositor, com grande apoio de um amigo espiritual e musical, da Espanha, Ran Kirlian. "Cave of Forgotten Fires" foi o resultado de uma sessão de composição online num estúdio alemão e em outro espanhol.
Patrick se formou no verão de 2001 na Escola de Artes de Utrecht.
O período pós-escola foi um tempo de crescimento espiritual, com muitos momentos de inspiração, insights, criatividade e idéias para experimentação.
Seus experimentos atuais com, por exemplo, guitarra elétrica, processamento de áudio e voz conduzem a novas peças e material. Um novo patamar, em comparação com seu trabalho formal. Ao desenvolver seu próprio estilo, Patrick tenta misturar sintetizadores com sons acústicos. Barulho que pode ser produzido por qualquer objeto que se mova no ar... e ali está um som.
Enquanto sintetizadores, samples, guitarras e vocais são instrumentos comuns, o raspar de materiais como pedras, pinhas, garrafas, peças de metal, um cinto de couro, o ferver da água e até indistintos vasos de flores não são estranhos ao seu conjunto de intrumentos. É o que acrescenta uma nova vinheta às peças musicais.
Esse processo necessita de mais exploração no futuro, uma vez que os resultados podem ser ilimitados. A fusão resultante é muitas vezes um ambiente ou peça textural que se aproxima da música minimalista. Todas as peças têm uma coisa em comum: elas tomaram forma por meio da intuição e da improvisação.
Influências:
Jazz/Guitarra - Andy Summers, Terje Rypdal, Jeff Pearce, ECM label
World - Stephan Micus, monges tibetanos, música indiana.
Ambiente - Steve Roach, Patrick O'Hearn, Vidna Obmana, Michael Stearns

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Patrick
van de Ven e sua evolução interior |
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Entrevista por Alexander Bryant para Ambinet Magazine, 2002 |
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O compositor Patrick van de Ven
terminou recentemente seu segundo
álbum de música ambiente, Involution.
Foi uma jornada tão interessante de
realizar quanto de ouvir.
Patrick explica por quê. |
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Como o álbum começou?
Após me formar na Escola de Artes eu realmente senti urgência em de novo voltar para a minha paixão. Uma necessidade de fazer um tipo de som no qual pudesse refletir meus sentimentos e idéias. Também de descobrir como minha música inconscientemente tinha se desenvolvido em quatro anos de teoria musical e de trabalhos com estilos que variaram da big band ao reggae de Jerry Goldsmith. Então o álbum realmente nasceu de uma série de experimentos com composição, produção e novos instrumentos e sons.
Você se considera compositor, produtor ou intérprete?
Todos, embora não ao mesmo tempo. Durante a confecção do álbum eu quase sempre comecei tocando com algum material para depois compor com ele. Quando componho, gosto de dar alguns passos exploratórios na execução do som ou de tomar algumas decisões quanto à produção da música. Nos estágios finais, tento separar o compositor do intérprete que fui quando comecei a peça.
Nos créditos você menciona períodos relativamente longos de
trabalho com uma peça. Pode explicar isso um pouco melhor?
Um bom álbum deve ser como um bom vinho. Você pode comparar meu método de composição com o amadurecimento do vinho ou o processo de esculpir uma obra de arte. Eu queria tempo para me transformar em uma parte essencial do processo, então em muitas ocasiões trabalhei duas ou três músicas simultaneamente. Isso me permitiu manter uma visão atualizada da peça e ao mesmo tempo deixá-la seguir em uma direção criativa totalmente diferente enquanto o projeto se desenvolvia. Por outro lado, descobri que o primeiro esboço é muitas vezes o melhor material em termos de conteúdo emocional. Por exemplo, comecei a tocar uma pequena peça no baixo elétrico uma noite e a terminei logo no dia seguinte, e assim compus "Wires in Air".
Ran Kirlian parece ser uma pessoa importante, segundo as
informações da capa. Como ele contribuiu com o seu álbum?
Conheci Ran pela Internet, alguns anos atrás. Sua desenfreada paixão por esculpir sons e peças ambientais me ajudou muito no sentido de recuperar minha própria música. Nossa primeira realização juntos foi "Cave of Forgotten Fires". Nós passamos a enviar um ao outro partes das composições nas quais estávamos trabalhando. Com essa interação foi inevitável que muita coisa viesse à tona e por sorte isso aconteceu. A contribuição de Ran é como ter uma paleta de cores diferente, trazendo uma nova profundidade na pintura musical. Além disso, ele fez o projeto da capa do CD para mim.
Você é fã de objetos estranhos?
(Risos...) Bem, como ouvinte que cerca a si mesmo com música ambiente, cada som do quotidiano pode se tornar algo mais do que a coisa a que você se acostumou a perceber. Então, sim, eu gosto de colocar objetos estranhos em frente do microfone e transformá-los em parte da composição. Acho que eles agem como temperos estranhos que você aprecia mas dificilmente reconhece quando prova uma receita.
Que tipo de música você ouve?
Depende do meu estado de espírito, claro, mas geralmente é jazz atmosférico, world music e música ambiente. Meu gosto por jazz é muito específico. Não aprecio muito o jazz norte-americano, exceto o de Andy Summers; prefiro mais o jazz norte-europeu, como o do selo ECM, com nomes como Terje Rypdal, Ketil Bjornstad, John Surman e David Darling. Ouço world music ou música étnica de vez em quando, de compositores como Stephan Micus ou Jorge Reyes. Alguma coisa tibetana e oriental também. Na fase em que estou mais no estado de espírito de música ambiente, fico na órbita de Steve Roach, Vidna Obmana, Robert Rich, Brian Eno, Patrick O'Hearn e muitos outros.
Sinto uma atmosfera espiritual no álbum. Era essa mesma sua
intenção?
Sim. Para mim este projeto foi simbólico em muitos níveis. Também cada uma das músicas tem uma idéia por trás. Nós conhecemos Ouroboros como a serpente que morde o próprio rabo. Um símbolo da natureza cíclica do universo, ou da renovação. Involução é o lado espiritual da evolução. Nós evoluímos até o Homo sapiens e daqui para a frente devemos evoluir rumo a uma nova forma que se poderia chamar de Homo spiritualis. Ainda estamos evoluindo, no nosso interior.
Você tem um site?
Ainda não, embora tenha um projeto com Ran (Kirlian) para construir um. Entretanto existe este site brasileiro (http://www.ocaixote.com.br) que me dedicou uma página em sua sessão de música. Mas quem quiser pode me contatar pelo e-mail pvdven@freemail.nl
Teremos um novo álbum no futuro?
No momento comecei a trabalhar em um material para o terceiro álbum. Nas sinto que ainda estou flutuando entre idéias e conceitos que naturalmente tomaram forma com o Involution. Assim, ainda estou um pouco distante do prazer de moldar novas peças. Espero trabalhar com Ran em breve, talvez num álbum conjunto ou em um novo meu.
Obrigado por esta entrevista, Patrick.
Disponha! |
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INVOLUTION
01 - The Hangman's Trail
– 5,8 MB
02 -
Tlalocan
– 6,8 MB
03 - A New Light –
5,7 MB
04 - Ascend of Unseen
Beauty
– 6,8 MB
05 - Wires in
Air – 2,8 MB
06 - Ouroboros
– 16,5 MB
07 - Passage of
Initiation
– 6,9 MB
08 -
Involution
– 9,7 MB
09 - Indigo
Dawn*
– 5,2 MB
*Composed,
arranged, performed and produced by
Patrick van de Ven from March - 11 Aug 2001 as a
tribute to the magnificent structural music of
namefellow Patrick O'Hearn.
Instruments used:
Synthesizers
Synthetic Percussion
Textural Electric Guitar
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| Coverpainting
by Arend Kreeft – 1977 |
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