Marcello
Sellan

1959 – São Paulo – Brasil

“A arte não reproduz o que vemos.
Ela nos faz ver.”

Paul Klee

 

Publicidade, ilustração, design, pintura, retratos, escultura, objetos, tudo isso eu precisava ter feito, e fiz, bem ou mal, mas fiz. Não se trata de inconstância ou uma louca e desenfreada busca pelo cálice sagrado, mas de seguir o coração, o instinto. Eu explico, antes de artista, sou um curioso por excelência, ou mais ainda, sou sempre compelido a experimentar e a desafiar minha capacidade de expressão de diferentes formas. Não consigo ficar parado no meu canto, preciso descobrir, trilhar, ir além dos meus limites, e isso faz parte da minha alma, da minha vida, do meu destino, e quem sou eu para ir contra o destino? É mais simples segui-lo a confrontá-lo. Nadando a favor da correnteza, você acaba sempre chegando mais longe, exausto às vezes, mas vivo, com muito mais experiência e um dignificante apreço pela vida. Digo isso porque eu precisava me justificar, ou me explicar aos outros e a mim mesmo. É uma questão de honestidade!

Em quase toda a minha carreira artística fui autodidata, ou quem sabe um solitário, ou simplesmente um aluno impaciente e indisciplinado, mas acho que aprender uma técnica qualquer, seja de desenho, pintura ou escultura, não é tão instigante e desafiador quanto descobrir essa mesma técnica.

Uma vez disse a mim mesmo, o caminho mais atraente entre dois pontos é uma curva, e de preferência bem sinuosa. E ficou. Aos 45 anos de idade considero não existir nada mais gratificante do que descobrir e aprender fazendo. E é fazendo e descobrindo que cheguei à fotografia. Mas na verdade tem um pouco de história antes, comprei minha primeira câmera fotográfica boa na intenção de fazer um registro de qualidade do meu trabalho artístico, e por conta das fotos que fazia, meus amigos artistas e escultores começaram a me chamar para fotografar as obras deles. Foi assim que quase sem querer acabei virando fotógrafo de artes. Viu aonde a correnteza nos leva? Nesse ponto do trajeto foi que tomei gosto pela fotografia e, fatalmente, resolvi explorar melhor as possibilidades da fotografia artística, e a escolha, obviamente por representar um desafio maior, foi a fotografia P&B.

Nesse meu primeiro ensaio no gênero, que chamo de "Caleidoscópticas", faço fotos em P&B, e, num processo de fragmentação e reunificação, acabo descobrindo imagens diferentes das inicialmente registradas, e com resultados surpreendentes, interessantes e por vezes desconcertantes à ótica da razão. É a descoberta de um novo mundo mágico, que irradia luz própria, feito de um mundo simples de objetos deixados ao acaso, numa aparente e simplista displicência relapsa. Coisas que deixamos de ver, mas que estão lá a provar a sua realidade, a sua existência e a sua importância. Não basta olhar, tem que parar e observar, e ver que tudo que está à nossa volta é essencial e dotado de beleza...

 

 
     
     
 

Formação

1975
Curso de arte no Sesc São Paulo. Noções básicas de pintura, vitral, carvão, escultura em barro e madeira.

1976/79
Curso de desenho, publicidade e ilustração na Escola Panamericana de Artes, EPA.

1980
Início da carreira publicitária.

1984
Ilustrador. Ênfase na pesquisa de várias técnicas de ilustração publicitária como: guache, aquarela, pastel seco, bico de pena, aerografia etc.

1987
Diretor de arte. Início do trabalho autônomo de free-lancer de publicidade. Desenvolvimento de personagens, cartuns, designer gráfico etc.

1988
Autodidata. Início do percurso pelas artes plásticas.

1990
Empresário na área de publicidade.

1996
Retorno ao ambiente de criação das agências de publicidade. Pesquisa e aprimoramento dos recursos da linguagem digital na publicidade e na ilustração: fusões de imagens, programas de imagens 3D etc.

1999
Designer. Criação de objetos de decoração: cadeiras, luminárias, porta-copos, conjuntos de risque e rabisque, cinzeiros etc.

2000
Diretor de criação. Desenvolvimento e criação de CDs multimídia e sites.
 

 
     
     
 

Mostras coletivas

1990
Coletiva junto a artistas como: Miadayra e Geandré.

1991
Exposição em Campinas junto com Márcio Roberto Rodrigues.

1999
Integrante do "14º Anuário Latino-americano de Las Artes Plásticas". Lançamento do livro e exposição no Memorial da América Latina, SP.

2001
VII Mostra de Artes Plásticas da ACM de São Paulo.
XI Salão de Artes da ACM São Paulo na Secretaria Municipal da Cultura.
Exposição no Caseirinho Café e Arte da Aldeia da Serra por intermédio da Casa da Cultura Rainha Vitória.

2002
VIII Mostra de Artes Plásticas da ACM de São Paulo.

2003
XII Encontro de Artes Plásticas – Atibaia, SP.
Chapel School Art Show.

2004
Heloisa Paternostro Escritório de Arte.
 

 
     
     
 

Mostras individuais

1993
Foro distrital de Brodowski por intermédio do "Museu Casa de Portinari".

2003
Espaço Plínio Marcos na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, SP.
 

 
     
     
 

Prêmios

2001
PREMIADO na VII Mostra de Artes Plásticas da ACM de São Paulo.

2002
PREMIADO na VIII Mostra de Artes Plásticas da ACM de São Paulo.