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Claudia é uma velha – latu sensu –
amiga. Nessas idas e voltas que a vida dá, nos desencontramos várias
vezes. Só agora, milhões de cliques depois, é que a convenci de me
ceder algumas de suas fotos e expô-las, por conseguinte, aos leitores
de O Caixote.
Claudia é uma excelente fotógrafa. Seu
legado é detalhista. É onde seu olhar encontra a poesia e o
inusitado. Ela "vê" onde nossos olhares se perdem. Esse é o grande
barato desta artista carregada de emoção.
Alguns puristas torcem o nariz para
seu trabalho. Como se ARTE tivesse de estar atrelada na camisa-de-força dos dogmas acadêmicos. Aliás, esse tipo de filme é por demais
conhecido...
Coleguinhas, presos a preconceitos,
amarrados em coletivos (ou panelinhas, como queiram), nome tão em
voga agora, adoram reprisar essa triste história. Mas essa patuléia
– citando Gaspari – não sabe que já perdeu o bonde da história. Ou
se quisermos, para sermos mais modernosos, perdeu o metrô ou o
ônibus desta nossa história tão pobre e tão rica em chatos de
ocasião.
Duayer |