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PÍCCOLA
GALLERIA
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BETTY BETTIOL Pintora, e Gravadora nasceu em São Paulo e reside em Brasília desde 1962. Foi pioneira, na década de 70, no emprego da informática como auxiliar do artista. Criou e Comenda “Ordem ao Mérito Cultural do Distrito Federal”, em 1990. Tem formação em Gravura em metal e Desenho. Estagiou junto de artistas de renome, nas áreas de Cenografia. Gravura, Pintura e Desenho. Expõe regularmente desde 1981, no Brasil e no Exterior. Participou de Salões, Bienais e Mostras
Coletivas em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Porto
Alegre, São Paulo, Goiânia, Recife e
Promoveu exposições individuais
Participa do acervo do Museu do Arte de Brasília,
Fundação Cultural do Distrito Federal, Museu de Arte Benedicto Calixto,
Museu de Arte Moderna de Santa Catarina, Museu Hipolito José
da Costa, Galeria ECT, entre outros e de colecionadores nacionais e
estrangeiros. JOGOS PARA O OLHAR ... Ela se filia a uma espécie de tradição construtiva brasileira que persegue a objetividade e a clareza sem abandonar jamais o lirismo das formas e das cores, criando um universo regido pela simplicidade e pela beleza. A gravura lhe deu uma clara concepção do espaço e a perfeita noção do processo artesanal da arte a geometria lhe deu os instrumentos formais para a elaboração de seu discurso poético. O artista é o andarilho da terra. Seus olhos percorrem as paisagens com a curiosidade natural das crianças e a generosidade experiente dos idosos. O artista registra as imagens, classifica-as e dá sentido ao caos da percepção. Seus olhos tanto podem captar amplas extensões territoriais como podem descobrir num pequeno fragmento, todo o mistério e toda a beleza do universo. Betty é uma dessas artistas para as quais a arte é, antes de tudo, um exercício de liberdade. Inquieta, Betty jamais recusou a tradição, relacionando-se artisticamente com mestres como Volpi, lanelli e Athos Bulcão, ícones do nosso modernismo, ao mesmo tempo que pesquisa novos mídias, tendo sido pioneira nas pesquisas com computador ainda nos anos 80. As suas pinturas, de forte apelo cromático, revelam uma artista comprometida com a luminosidade de Brasilia, cidade onde a artista reside. Essa capital-síntese da modernidade, de espantosa beleza, povoa as retinas da artista: essa paisagem que mescla arquitetura, vegetação e um céu vertiginoso se faz presente na arte de Betty através da vibração, da clareza e de uma espécie de vocação àmonumentalidade que caracteriza a trajetória da artista. Com intuito de desenvolver as suas pesquisas e de permitir que a sua produção artística atinja a um número cada vez maior de pessoas, Betty Bettiol vem pesquisando, com o auxílio do técnico Cláudio Vasques, técnicas de gravuras sobre lona tecido que remontam a H. Seghers, que ainda em 1612 realizou gravuras coloridas em tecido. O resultado de todo esse trabalho é a mostra Sinergia, composta por 28 gravuras que formam 8 conjuntos. Além de dispensar o vidro, que é sempre um elemento perturbador da relação obra de arte/espectador, as gravuras permitem uma modulação com o intuito de adequar-se ao espaço expositivo. Essa flexibilidade faz com que os elementos, múltiplos, ao se agruparem, de uma ou de outra maneira, acabem por formar uma obra de arte única, original, em permanente diálogo com o espaço que a circunda e delimita. Essa capacidade de unir tradição e inovação,
intimismo e monumentalidade, passado e futuro, faz da produção
de Betty Bettiol uma importante e pertinente presença no cenário
artístico contemporâneo brasileiro. Ela traz a voz e a verdade
de uma arte que, como nos ensina Drummond, "mais que moderna, se quer
eternas".
Marcus de Lontra Costa
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