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usos
do garfo e faca
pedra areia cimento os usos do garfo e faca à mesa teremos diplomas de civilidade haverá toalhas brancas à noite tomados de horror e fúria eu Prometeu e abismo quem me deu o prêmio maior o sussurro de Hermes na derradeira hora quem me pode responder de pronto quero dar baforadas aos espíritos qual o anjo que por piedade de nossas penas eu Prometeu e abismo
será sempre a mulher a caixa de guardados a cura de todos os males domará a fêmea para que eu coma turmalinas outros temores teus olhos
transparência de duas águas marinhas Saturno busca
o passo o seixo rolado
no rio o zimbro
tempera o álcool a resina
queima
ao se perseguir
o olho o líquido
correrá até a base cães
correm e ladram na noite de não
permitir nossos sonos tranqüilos
há
mulheres que me seduzem e outra que
só estas outras
que me encantam e como menino
travesso a outra a esta que
chamo de amor de todas as mulheres do mundo
um velho
amigo portava óculos
escuros me falou
do presidente esse nós
elegemos a revolução
morreu em nós
a letra A como A que
carrego nas costas existem chifres
de boi não
se esqueça
dá-me
uma só tigela de fogo do caldo
que desce sorve lento
e gradual ilude-se
quem sabe |
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Edson
Bueno de Camargo, nasceu em Santo André - SP, em 24
de julho de 1962, mora a partir de seu segundo dia de nascimento emMauá
- SP.Publicou: "Poemas do Século Passado-1982-2000"
edição de autor; "Cortinas", com poesias
suas e de Cecília A. Bedeschi; participou das antologias poéticas
"As Cidades Cantam o Tamanduateí que Passa."
da Prefeitura do Município de Mauá e "Poesia
Só Poesia" Editora Novas Letras. Junto com os amigos
escritores da Oficina Aberta da Palavra, grupo de Mauá-SP, edita
o fanzine aperiódico "Taba de Corumbé".
www.secrel.com.br/jpoesia/ebcamargo.html |