"Ivald Granato ingressou nas artes plásticas com l4 anos; se-gundo ele próprio. em sua vida, nunca fez outra coisa. 0 dom de desenhista desde cedo domi-nou seu sangue e sua mente.
No rabisco a lápis, na pincelada. O traço é forte, espontâneo, preciso. No principio de tudo, na base, está o desenho - a arte primeira. Acordado para a vida artística no meio dos anos 60, Granato influenciou-se profun-damente pelo conceitualismo de Duchamp mais cerebral do que pictórico e pela "body art" de Joseph Beyus. As experiên-cias conceituais nunca afasta-ram Granato do desenho e da pintura, ao contrário, enriquece-ram o "assunto" pictórico. Na sua obra atual o artista combi-na o traço forte do desenho com a matéria sutilmente posta e superposta no tratamento da pintura. Com relação ao "as-sunto", Granato é um artista essencialmente brasileiro, é um cronista do nosso povo, do nos-so momento, dos nossos pro-blemas, das nossas mazelas.
A crônica de Granato tem sem-pre humor, otimismo e espe-rança."
João M. Sattamini

 

1945 – Nasce em Morrinhos - Goiás.
1963 – Ingressa no Instituto Central de Artes da Universida-de de Brasília, estuda desenho com Alfredo Ceschiatti, Glênio Bianchetti, Zezé e Hugo Mund Jr.; gravura, com Marília Rodri-gues e Esther Joffily; plástica com Athos Bulcão e Amélia To-ledo.
1966 - Inicia seus estudos na Fac. de Arquitetura da UnB.
1966/1975 – Trabalha em ar-quitetura, desenho de animação experimental, publicidade e pin-tura.
1975 – Dedica-se exclusiva-mente à pintura – 54 exposi-ções, coletivas e individuais, no Brasil e na Europa.
1993 – Retorna à arquitetura.
1996 – Executa, para Internet, trabalhos de produção e direção de arte.
1999 – Lança juntamente com Lizete Mercadante e Marcos Fer-nandes, a revista cultural ele-trônica O Caixote. Passa desde então à execução de trabalhos para Internet, editoração gráfi-ca, pintura, artes gráficas e de-senvolvimento de projetos em educação e cultura.
2003 – Decora xícaras.

 

Filho e neto de gráficos, o pau-listano Marcos Fernandes acos-tumou-se desde pequeno com os mistérios da impressão e da composição de layouts.
Em 1975, pôde ampliar seu uni-verso de investigação ao cursar Artes Plásticas na Faap – São Paulo, onde sistematizou expe-riências e mergulhou nos segre-dos da pintura, da escultura, da gravura, da fotografia e do de-senho gráfico.
Valiosos, nesse período, foram os ensinamentos de Ubirajara Mota Ribeiro, Mário Ishikawa, Tomoshigue Kusuno, Nelson Leiner, Júlio Plaza, Regina Sil-veira, mestres inesquecíveis.
Com a informática, concretiza em arte cibernética projetos e trabalhos que amadureciam desde a adolescência. Cores, luz, sombras, imagens ga-nham, sob sua batuta, dimen-sões de sinfonia, que ele rege com imenso prazer.
Webmaster, artista gráfico, fo-tógrafo, escultor, compositor nas horas vagas, Fernandes faz de tudo um pouco, consideran-do o mundo seu grande e di-vertido estúdio.




 

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