Em um belo dia ensolarado, um transeunte caminhava por uma rua
quando deparou com um estranho objeto debaixo de uma árvore. Ele se
prontificou para vê-lo mais de perto e constatou que era um belo
castiçal todo folheado a ouro e cravejado de pedras preciosas.
Junto, havia um bilhete com a seguinte mensagem: “Quem achar esse
castiçal devolva ao seu legítimo dono no dia X, às Y:00 horas na
praça da rua Z. Chegando lá, procure pelo homem mais rico, possuidor
de duas jóias preciosas. Essas duas jóias não são fáceis de serem
vistas, mas serão reconhecidas com o tempo...”.
Ele achou essa mensagem muito estranha, mas foi assim mesmo no dia,
horário e endereço estipulados. Chegando à praça, procurou por
alguém que ostentasse alguma riqueza exterior ou que possuísse duas
jóias preciosas.
Estariam essas jóias penduradas no pescoço ou nos dedos das mãos?,
pensou, procurando inutilmente pelo verdadeiro dono daquele
castiçal.
No entanto, todas as pessoas da praça aparentavam simplicidade e não
demonstravam qualquer sinal de riqueza exterior. Havia crianças
brincando, adultos conversando descontraidamente, casais namorando
de forma calorosa, senhores jogando dama ou cartas para curtir a
ancianidade e os doces dias de uma aposentadoria tranqüila – mas
nada ou ninguém se parecia com a descrição da carta. Não havia uma
única pessoa com aparência de um magnata.
Assim ele passou horas, sentado ou em pé, desde o começo da tarde
até o anoitecer, quando repentinamente teve uma intuição acerca da
mensagem daquela carta: ele próprio era o verdadeiro dono
daquele castiçal por ostentar em seu coração as duas jóias preciosas
de que falava aquela misteriosa carta: a paciência e a honestidade.
Um homem era tão viciado em escrever que passava horas e horas
escrevendo de forma ininterrupta. Seja de dia ou de noite. Gastava
uma resma de papel por semana, vários cadernos e blocos de
anotações. Até em guardanapo ele não se cansava de escrever.
Até que um dia todo o papel de casa acabou e ele entrou em
desespero. Então começou a escrever nas capas dos livros e cadernos,
nas toalhas de mesa, nas paredes caiadas, nos envelopes de cartas
recém-chegadas etc., para desespero e revolta de toda a família.
Sua mulher não agüentou mais aquilo e decidiu fazer algo: pegou-o
pelo braço e o levou até a beira da praia. Ela lhe deu um graveto e
pediu-lhe que escrevesse tudo que quisesse na areia da praia. Ele
então se desatou a escrever impulsivamente tudo o que lhe vinha à
cabeça.
Após rabiscar por horas a fio, a maré foi subindo e uma súbita onda
apagou todos os seus rabiscos e inscrições. Ele ficou enfurecido e
reclamou à sua esposa de que a maré levara embora todas as suas
palavras. Ela o contestou, dizendo assim:
– Não foram suas palavras, mas sua loucura que foi embora com
elas.
Um jovem rapaz desejava ardentemente as mulheres, mas era muito
tímido e não tomava decisão de conquistá-las. Ele saía de casa e
deparava com várias delas em sua direção, mas nada podia fazer a não
ser lamentar-se e voltar frustrado para o seu lar.
Uma noite qualquer ele sonhou que estava em um deserto e que morria
de uma sede que o deixava louco e desesperado, mas não havia
qualquer sinal de água ali por perto. Ele começou a ver uma miragem
bem distante e começou a correr desesperadamente atrás dela, mas era
um esforço inútil, pois a miragem se afastava dele continuamente e
na mesma velocidade!
Ele caiu desfalecido no chão de tão exausto que estava e com uma
sede que lhe consumia a alma. No entanto, ao enfiar os dedos na
areia do deserto, reparou que ela era bastante úmida e começou a
escavar até descobrir uma fonte d’água que lhe saciou toda a sede de
que padecia.
Ao acordar e refletir sobre o sonho que teve, ele percebeu que
durante todo esse tempo corria atrás de fantasias, que só lhe
causavam frustrações e ansiedade, e que a verdadeira fonte de sua
felicidade estava sempre perto dele, bem no seu íntimo, sem que ele
pudesse se dar conta disso.
Pedro Ernesto Gonçalves Damasceno Natural de Fortaleza, Ceará,
graduou-se em arquitetura e urbanismo pela UFC (agosto/2004).
Recentemente passou numa seleção de mestrado em engenharia de
transportes, também na UFC. Vai estudar durante um ano como “aluno
especial”, para depois entrar como aluno regular no mestrado. Já
estudou ciências da computação na Uece, mas acabou desistindo por
questão de incompatibilidade com a área. Gosta de desenhar desde os
5 anos de idade e já participou de alguns concursos de desenho em
sua tenra infância, obtendo boas colocações – em um deles ganhou um
"forte apache" de presente! Gosta também de fazer pinturas a óleo,
aprimorando-se gradativamente nessa forma de expressão artística,
seja pela prática constante, seja por meio de leituras e pesquisas
na internet. Também vem se aprimorando bastante no desenho de
caricaturas a fim de se tornar conhecido no mercado de artes visuais
(vide fotoblog abaixo). Há alguns anos vem descobrindo alguns
pendores para criação literária (poesias, contos, piadas, artigos
etc.) pelas quais espera amadurecer tanto na forma, quanto na
maneira de expressar suas idéias e sentimentos. Sites:
http://pegd.fotoblog.uol.com.br/
(Fotoblog com uma série de caricaturas de personalidades famosas.)
www.sobresites.com/arquitetura
(Contém links para diversos sites relacionados à arquitetura, ao
urbanismo, ao paisagismo e temas afins.)