Pronto! Olho o papel estático, à minha frente.
É branco. O que mais dizer? O que escrever?
Versos de amor, palavras diferentes?
Sei lá, deu branco. Branco.
O que é branco? Mistura de todas as cores?
A vida! A vida é isso! Essa mistura de cores, de vidas, amores!
Que coisa mais louca!... E a folha continua branca.
Loucura branca. Brancura!
Será que tem cura?
Já sei, vou fechar os olhos e esquecer.
Quem sabe abrir a mente e escrever? O quê?
Mas tudo continua branco, até que de repente,
Raios luminosos de todas as cores
Começaram a surgir e se abrir como flores.
Vindos do branco. Do nada. Nada?
Como poderia? Era pura energia!
Do branco surgiu um canto,
Um toque, uma música, um tom.
Do som surgiu a mais doce carícia,
Era o sopro do vento no mar,
Brincando em meus cabelos,
Tocando minha pele como a me beijar.
Meus olhos voavam com vento,
Varriam meus pensamentos,
Já não precisava pensar.
Estava ali, branco como um dia claro,
Como as brandas brumas que brincam na areia da praia:
Quanta cor, quanta alegria,
Quanto bem não faz,
Sentir, não o silêncio, não a calmaria,
Mas essa explosão de energia
Que se chama paz!!!
Paz... luz do sentimento branco,
Do vento brando a soprar...
E a branca lua, do alto sorria,
Olhando o papel branco a esperar
Pelas belas palavras de uma poesia
Que de tão branca, chegava a brilhar.
Uma poesia branda, simplesmente branca,
Mas nada é tão lindamente branco,
Quanto o beijo da lua, no mar.
Viviane Pascoal Dantas 26 anos, natural de São Paulo,
poetisa, escritora, turismóloga, professora de Inglês com
experiência no exterior. Estudante de jornalismo na Universidade
Potiguar em Natal/RN, repórter da revista Natal Noite & Dia.