Eu quero
Uma mão
Para me tirar deste caos
Me salvar
Um corpo
Que me aqueça
Me leve embora
Da minha rua,
Da minha casa,
Da minha cidade,
E me entregue a uma outra vida
Eu quero
Uma boca
Que me sugue os lábios
Me encha de beijos
Me recite poesias
Noturnas quentes fortes afetuosas
E densas
Uma cabeça
Que me guie nas incertezas
Que me implante inteligência
Acima da minha
Que me governe
Neste caos
Eu quero
Esse homem mistério
Cujas palavras me acendam
E me ascendam
À copa das árvores
E serei folha e fruto
E alimentá-lo-ei
Pela eternidade afora...
30/08/2004
Nada como o firmamento
para saber-se sólido,
certamente sólido
na imensidão aérea.
Acreditar-se voando
algum dia.
E encontrar-se voando.
Fim de tarde
de mais um inverno
ao qual sobrevivo.
Sinto pesado
o coração vazio
A primeira vez que o vi, ele estava no píer.
Talvez por isso eu ache que ele é
um homem do mar.
Um jeito marítimo de andar, de
segurar o cigarro, de olhar.
O olhar...
Aquele olhar preto que até hoje
procuro sem encontrar.
Margarete Lopes Iung Nasci em Maringá e moro aqui desde
então. Sou tão fincada nesta terra que casei e descasei duas vezes e
não sai da mesma rua. Apenas mudei de casa... Comecei a cursar
História, Letras e Educação Física. Não fui até o fim em nenhum dos
cursos. Acabei me formando em "Filhosofia". Sou mãe da Lara, das
gêmeas Nádia e Naiara e da Rita, portanto, PhD no assunto... Sou
Secretária na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade
Estadual de Maringá. Adoro ler. Leio desde os créditos das revistas
até bula de remédio. Mas não sou o tipo de pessoa que lê um livro a
cada quatro dias. Poesia eu leio quase todos os dias. Principalmente
depois que eu andei achando umas coisas interessantíssimas na net!
Gosto de escrever e, levando-se em conta o que a palavra “escritor”
encerra, sou escritora. Bissexta, mas sou. Não tenho pretensões de
viver de literatura, nem de publicar muitas coisas. Uma poesia aqui,
outra ali, tá bom. Gosto muito de escrever e receber cartas, mesmo
que por e-mail.