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FINAL 2 |
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A minha inquietude aumentava à medida que o tempo passava e não se chegava a uma conclusão sobre a saída do féretro. Se tudo pronto estava, o que mais teria que ser feito para que fossem levados de uma vez para sempre aqueles dois fardos em um, meus algozes e obstáculos, além do muro que me separava da cajazeira? Vasculhando essa pergunta me parecia que todos aguardavam que alguém assumisse o comando do desfecho e justo achei que fosse eu o comandante, considerando que de um murmúrio meu se consumasse o feito de acondicionar os dois numa única embalagem. Foi quando de dentro do caixão e pelas frestas dele um grito abafado revelou o tamanho da covardia e da ingratidão humana. – Tirem-me daqui... Cansei-me de teatralizações, o mais que quero é viver! E lá seguiu seu Antônio, com sua solidão de morto, levando junto a minha certeza de que muito ainda teria que enfrentar a fúria de D. Maria até que chegasse a doçura dos cajás-mangas do seu quintal.
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