Agora, é começo do fim.
De um fim que não teve começo.
Pura ilusão
De um amor impossível
E cheio de barreiras.
Como pôde, Servo de Deus...
Beijar meus lábios...
Fazê-los teus?

 
 

   
         
   
 

         
         
   

Céu escuro
Parece noite.
Chuva fina,
Cai sem pressa.
Para esfriar
A agitação
De querer
Trazer à mão
A solução.
Fico aqui
Meio parada,
Revirando
Raciocínio.
Sinto fome
Sinto frio
Já peguei
O cobertor.
Não comer
É um pavor,
Quando se estiver
De regime.
Solidão,
Parece crime,
Estou só,
Não tenho amor.
Céu escuro
Parece Noite
Sem um açoite
Cai chuva fina
Para esfriar e controlar
Dor que termina.

 
 

   
         
   
 

         
         
   

No meu caminho tinha flores,
Tinha flores no meu caminho.
Tinha flores.
No meu caminho tinha flores,
Nunca me esquecerei desse acontecimento,
Na vida de minhas retinas tão iluminadas.
Nunca me esquecerei que no meu caminho
Tinha flores.
Tinha mil flores no meu caminho.
No meu caminho tinha flores.

 
 

   
         
   
 

         
         
   

Tudo ficou vazio...
Sem beijo...
Sem notícias
Sem o teu jeito de dizer "oi"
Quando ligava pra mim.
Sem o teu cheiro.
No meu travesseiro...
E o suor derramado
Em meus lençóis.
Teu café da manhã esfria,
Jogado ao chão...
Não serve mais de alimento.
A minha poesia grita teu doce nome
Doce Alexandre...
Resta um forte aperto
Que representa o nada.
Um nada que pensei ser fácil agüentar
Ficou um vácuo total,
Sem o teu aconchego.
Sem o teu mal dormir
Que me mantinha acordada
Admirando calada e sozinha,
Este lindo corpo de homem.
Deixou um vazio
Que agora fez correr
Um rio de lágrimas.
Amor eterno:

 
 

   
         
   
 

         
         
   

Quando da primeira vez que te toquei.
Que te beijei,
Que te cheirei.
Te amei:
Quando todos os meus sentidos
Sentiram os teus,
No afago de teu carinho
E na ânsia de teu gozo.
Te amei:
                             Quando senti a pele macia
                             De teu corpo volumoso de homem.
                             E em cada segundo que se passou.
                             Te amei:
                                                Na dor,
                             No medo,
                                                No ciúme.
Te amei:
No dia de tua chegada.
No dia que foste embora.
E te amarei muito mais...
Quando em teus braços enlaçar.

 
 

   
         
   
 

         
         
   

Como posso estar amando um Deus inatingível?
O mais belo Deus do Olimpo!!!
Que às vezes me olha,
Numa fotografia mal editada
E se faz escondido,
Atrás de um CPU.
Como é que pode!
Como pode, eu, simples mortal,
Estar "bêbada, sem vinho, sem bebida forte".
E mergulhar num mar de poesia...
E mesmo exímia nadadora, me sentir náufraga?
Como pode tão belo Deus não me permitir criar!
Bloquear todos os dotes literários,
Simplesmente pelo fato,
De fazer-me sorrir?

 
 

   
         
   
 

         
         
   

Vinho tinto
Puro sangue
Com fragmento de pão.
Carne, Sangue, Paixão.
Cheiro forte, buquê
Um travado sabor
Mancha vermelha de cor.
Banha as entranhas
Tintura, embriaga,
Até hálito estraga.
Põe água, faz render
Multiplica a razão,
Ouve o grito, coração.

 
 

   
         
   
 

         
         
   

VDa rosa que te roubaram,
Guardarei o perfume
Da rosa
Cor-de-rosa
Dizia meu amado, em redundância.
E na ânsia de chorar
A rosa perdida,
Não pode imaginar
Com poesia.
Onde a rosa poderia estar.
Poderia estar nas mãos
De uma mulher amada,
Inebriada de felicidade
Ao ganhar rosa roubada.

Como a tua rosa roubada
Diz onde estás agora
Fala se pensa em mim.
Sente a falta que sinto
Um vazio, um infinito.
Sou como a rosa,
A tua rosa cor-de-rosa
Que te levaram do jardim dos sonhos.
Como a tua rosa roubada, estou só.
Sem viço,
Sem cheiro,
Sem cor,
Sem dono,
Sem relva,
Sem brisa no rosto,
Sem água fresca,
Sem o teu afago e o seu querer.
Só me resta esta insana poesia,
Que me impulsiona
Ao teu desconhecido encontro.
Cheio de barreiras e precipícios,
Cheio de amanhãs tão longe,
E noites vazias.

 
 

   
         

 

     


 

 

Regina Michelon
Baiana, nasceu em Ubatã, uma pequena cidade na região cacauiera. Mudou-se para Salvador aos 12 anos, onde estudou. Fez curso superior de tecnologia elétrica. A escrita sempre foi o seu hobby, principalmente a poesia, que já ensaiava os primeiros trabalhos aos 10 anos. O trabalho com alta tensão proporcionou que fizesse muitas viagens e experimentasse vivencias de norte ao Sul do País. Casou-se muito nova e teve dois filhos (Adriano e André). O projeto de escrever foi ficando para segundo plano, porém, nunca esquecido. Trabalhou em empresas de manutenção e atualmente em hotelaria, em um complexo hoteleiro do Litoral Norte da Bahia, onde aproveita as horas livres para continuar escrevendo. Em breve está lançando mais dois livros, um de contos outro de poesia
Tem um livro editado na
www.papelvirtual.com.br. Uma aventura de nome A fuga.