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Vem, formosa senhora a respirar ofegante
despir-se de incauto luto em meu leito armado
Permitindo-me transformá-la amada; amante
à ti reservando um beijo: sagrado
Vestes tua camisola: a luz do Sol
que faceira envolve-lhe ao corpo plácido
permitindo-me a olhar porquanto perdure o arrebol
desfazendo em meu peito este gosto ácido
reservado aos que amam sem serem amados
batendo-se em desespero terno e cálido
buscando estar entre melhores afortunados
Podendo, enfim, declarar-me amando e sendo amado
E tu, mais bela que a Lua e a noite juntas
poderia consagrar-me com teu lábio adocicado
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