A Nova Jóia Preciosa da MPB de Vanguarda

 
       
       
   

Rogéria Holtz é o nome da vez, o som da hora. Sorte nossa. Em tempos de Zeca Baleiro, de Carlinhos Brow, de Arnaldo Antunes e outros tantos novidadeiros, ela pinta o seu nome nas concorridas paradas ainda marginais de abençoados becos líricos, desses vários brasis gerais tão rítmicos, de onde saíram os ex-malditos Gonzaguinha, Milton, Jards Macalé e outros tantos do mesmo naipe e diapasão, alguns até que acabaram não descolando como a Regina Tatit do antigo Lira Paulistana que não quis encarar carreira solo, e agora Rogéria Holtz pinta nesse palco iluminado pra ficar, sabendo o que quer, o que é, o que somatiza por excelência no seu espírito inovador.

Tem hora que o timbre de Rogéria Holtz lembra a saudosa Maysa Gata Mansa, tem hora que – ai de nós! – lembra a Pimentinha Elis com sua braveza vocal, mas tem hora mesmo que você não acredita em tudo o que está ouvindo, se deliciando e curte a gratíssima surpresa: bela voz, repertório inteligente, arranjos espetaculares, inovadores. Ai de ti Curitiba – Ora direis, Ai de ti Itararé!

Blues ela canta como ninguém. Esse é o filão que ela ainda tem que encarar pois é sua praia, um ramo que tem tudo ver com o seu timbre, seu jeito todo próprio de ser, de entoar-se. Lembra muito Etta James pela energia, Ângela Ro Ro pela emoção, Leila Pinheiro pelo pique, mas é muito melhor ainda num soma melhor do que essas. Quando canta balada triste, coloca a alma nas canções que enleva. Quando embola um ritmo pulsante, é show vocal, tem técnica e pulsa as cantatas. Sabe das coisas. Talento e qualidade que assusta até. Repertório corajoso com compositores de alta estirpe, de Rita Lee (por acaso no Lumiar) a Zeca Baleiro, claro, e Alice Ruiz, Itamar Assunção, Beto Guedes, Egberto Gismonti e novíssimos letristas craques de eras novas. Intérprete de qualidade é outra coisa: saca sempre safra novíssima e rebelde porque é isso mesmo que vale a derrama de mantras-banzos-blues.

Agora que o bundalelê generalizado esfriou o desarranjo do Axé bocó: agora que a Bahia revisita conceitos rítmicos por vieses novos que já não parem tantas Ivetes Sangalos por atacado, o Paraná – sempre na vanguarda lítero-cultural-musical – perolizou a brava música de vanguarda e trouxe à tona, oriunda de Itararé-SP (terra-mãe do premiadíssimo Maestro Gaya), essa jóia preciosa que é Rogéria Holtz, e que, além de muito bonita, literalmente/musicalmente interpreta mesmo com afinco, sem chiliques ou modismos, mas com total conhecimento de ofício por talento fora de série, algo bossa and blues, códigos que parecem tocar um céu todo e inteiramente seu quando canta. Poetas reconhecem as musas da arte sonora, quando ouvem o espírito ancestral da música...

Rogéria Holtz é tudo isso e muito mais. Está no excelente cedê (o atual) Acorda (totalmente independente!) e no site www.rogeriaholtz.com.br onde aparecem os prêmios (vários) e elogios importantes pruma carreira já consumada, mas ainda em franca ascensão, pois ela vai dar muito o que falar, e o que cantar assim, claro, pois o Brasil, nesses tempos em que a fé e a esperança venceram, precisa renovar seu repertório de musas musicais também. Trabalhou em comerciais, fez faculdade, viajou pro exterior, apresentou jornais em Curitiba onde mora desde 1983, já ganhou por lá três prêmios de melhor intérprete, foi aclamada em festivais de MPB, sua voz de contralto mistura facilidades de entoações, “usa a técnica para mostrar a música..." (Arnaldo Antunes), além de ter angariado merecidos elogios de Carlos Careqa a Alzira Espíndola e nada mais do que gracezas prazerosas do mito-mestre do ramo, o multimídia Roberto Menescal. Preciso dizer mais? Quem é bom já nasce luz. Esse é o caso de Rogéria Holtz. Pesquisem o nome dela num site buscador na web, vejam os vários cedês já gravados e de sucesso, façam o download de suas músicas (via Mídia Player), e, quando ela pintar em seu pedaço (palco iluminado), corram atrás e peguem carona nesse furacão de mais de 2004 woltz que é a Rogéria Holtz, e que ilumina sim e onde pisa e onde brilhantemente planta a sua voz espetacular e as suas plangentes canções-árvores. Só esperamos que um empresário de visão a adote para uma carreira de sucesso, e uma gravadora de renome banque Rogéria Holtz para alegria geral e sorte da Nova MPB de vanguarda.

Contatos com a Artista Rogéria Holtz pelo e-mail: rogeriaholtz@rogeriaholtz.com.br

Curitiba, sai de baixo!
 
 

 
       
     
 

 
       
       
   

Imagine se o nazista Hitler, em vez de ser frustrado como péssimo pintor que sonhava ser e não conseguiu nunca se tornar, tomasse belos porres homéricos, e não matasse milhões de judeus, promovendo uma guerra insana?

E se o débil mental do Bush, em vez de bancar uma guerra opressora – sangue versus óleo – matando milhares de inocentes, fosse pruma casa de campo num canto qualquer do Texas, tomasse uns belos porres e amasse sua musa-vítima primeira-dama? Pois é.

E se aquele corrupto e ladrão – o maior do Brasil desde 1500 (rouba e diz que faz) – em vez de máfias, quadrilhas, falcatruas (desde 1970 que o patife é impune), tomasse porres de todos os tipos – e não lavasse dinheiro do povo na Suíça ou num paraíso fiscal pelaí? Pois é.

Jânio Quadros bebia e ninguém dizia nada, até que um dia, de ressaca, renunciou. De porre não conseguiu dar o golpe que pretendia. Pior, como de Fernando em Fernando o Brazyl S/A foi se ferrando, havia aquele janota (o boçal inventou a sujeira do Plano Real do FMI) que, diziam, usava supositório de cocaína... Vá saber.

E se a chamada Canalha de 64 (como dizia Millôr Fernandes), principalmente Médici e Costa e Silva, em vez da promoverem torturas e mortes num regime de exceção, tomassem porres de chope nos pagos sulinos? O Brasil estaria bem melhor, né não, muito diferente do que restou com seus filhotes, hienas e reacionários impunes por uma Anistia que perdoou mas não devolveu, vitimando Santo Dias, Wladimir Herzog e outros. Pois é.

E se os Tucanos – inclusive Zé Serra, o vampiro das instituições democráticas – em vez de tanta incompetência administrativa de seus colegas de ninho, tomassem porres e mais porres, com certeza não fariam com o Brasil, e na vida pública, o que deveriam ter feito na privada... inclusive FHC, o Pai da Fome!

Como o capitalismo está em decadência desde Bill Clinton (que logo arrumou uma estagiária que gosta de charutos) como ao Bush et América Cloaca interessa esparramar o poderio bélico – ai de ti Amazônia – ninguém se lembra dos porres de Lênin, de Stalin, ou do último presidente da Rússia pós-abertura, que enchia a fuça de vodca e toma barbaridades em público. Pois é, todo mundo pode, faz parte, para suportar pressões, enjôos de meio, desopilar o fígado, dar esparramos em invejas tucanas e neoliberais.

Menos o PT. Se o Lula soltar uma flatulência sonora então, será, com certeza, crucifixado. Mas FHC parir Zé Aníbal, Zé Serra e outras babaquaras, pode. Que vergonha. Parte de nossa imprensa marrom arruma pretexto pra tudo, Santo Deus!

Quantas besteiras fez o FHC em 9 anos a seco! A seco? Vá saber. A imprensa era levianamente chapa branca pro PSDB...

O Lula é o alvo da vez, claro, só podia ser. Se não é uma estrela de flores, é o boné, o dedo a menos, a piada politicamente incorreta, a mentira, a chacota contra, e toma discriminação. Ele é nordestino, não estudou, fala errado. Só que todos os incompetentes históricos que estiveram antes no cargo, doutores, marechais, economistas, PHDeuses, sujaram o país, vejam o que nos restamos. Não é por aí.

Agora alegam que ele está bebendo muito. Foi até citado no New York Time. O canalha jornalista-correspondente que pendurou sujeiras lá está sendo bem processado. Naquele país, por essas e outras, vai preso. Logo pede desculpas diplomáticas, e, claro, vai pagar fiança, ter que indenizar o Lula.

Até isso o circo na extrema-direita burra (e canalha) vai ferver. O antipetismo. E não conheço uma pessoa cem por cento legal que fale mal do PT. É tudo sangue ruim. Aliás, falando sério, pra agüentar uma oposição PSDB/PFL cheia de lixo, só enchendo o carão. Ou investigar os desmandos de 9 anos de FHC.

Agora, o Mané que atacou o Lula vai ser expulso do país, por outras palavras, claro, ter o direito de permanência cassado. Já vai tarde. Mas já estão falando besteiras de novo, os entojados. Vá lá, eu escrever o que ele escreveu sobre o Lula no país dele; e ainda escrevesse sobre as loucuras do hitlerismo de Bush e seus ninhos de corrupções, o chamado capitalhordismo americanalhado...

Não seria só convidado a sair não. Seria preso mesmo. Na bucha. E ficaria anos numa daquelas prisões clandestinas norte-americanas. Perderia o passaporte, o diploma, o visto de residência para sempre. Aqui tudo o que o Lula faz, pensa, fala é errado? Santa ignorância! Que burrice é essa?

O mote é, presse pessoal pequeno de caráter – e uma montoeira de críticos nem têm o histórico de luta do Lula (muitos ficaram ricos impunemente e ou nem mesmo estudos têm) – é um só, curto e grosso: Vão trabalhar, Vagabundos! Deixem o Presidente do Povo em paz. Deixem o país buscar seu destino de ser feliz!
 
 

 
       
     
 


(Ensaio para um ócio de ódio óbvio sem ópio)

 
       
       
   

Com ele não é fácil. É uma no cravo e outra na envergadura. Bocudo e extremamente lúcido. Fora do sério é fora de série. Figura meio Mefistófeles, meio gnomo, meio homem-rã. Incrível no crível. Boca do inferno uma ova: a unanimidade é turva. Se as uvas estão verdes, ele é raposa de spot-light. Mussum-naímico. Um Adoniran de rédeas soltas. Chulo nos chistes, sério no improviso, alegre, topa tudo por encrencas das grossas. Sorte nossa.

Para alguns, ele não existe de verdade. É foto-montagem. Para outros é desbocado no seu talk-show. Avis rara. Quase uma bananeira que já deu goiaba. Perigoso no seu tatami-palco. Sob holofotes, só se salva pelo fogo fátuo. Com provocações, torna inteligente a tevê burra-decadente. Periga ver.

Ama ser odiado. Imaginação superior. Canastrão de oficio. Self service. Mas nada ególatra feito um tapuia depois da lepra. A palavra é sua navalha na acne. É um palco-ator. Inteiriço é o signo de uma geração. Existem ostras? Efêmero pela própria desnatureza. Julga-se um armário de coisas embru/tecidas... Acredite, se quiser. A coxilha por testemunha.

Respostas prontas. Fala antes de pensar. Aliás, fala antes de falar. Se não fosse ele, estaria órfã a TV Cultura (idéias, idéias). De longe cheira seda nova. De perto, sai de baixo. Um velho que oxigena idéias novas. Um ator-apresentador que, aleluia Brecht, faz sentido.

A produção é o improviso. Jazz-palavras. Diverte-se com o sério. Ri da sensatez. Afinal, as paredes têm ofídios. Tudo o que lê, parece ser epidérmico. É suportável, portanto. É meio pétreo, é meio pan na mixórdia geral. Enxerga longe o lado avesso do ser. Cai de boca na cumbuca dos infames, literalmente falando.

Conhece a barbárie da espécie. Proíbe o termo humanus-humus. Um arauto pós-moderno em tempos de insano neoliberalismo que globaliza a ignorância pudica. Nada a calar. Muito pelo contrário.
Toma Lorax 2 e fala fácil. Destila venenos saradinhos. Provoca, provocador, provocante. Parece aloprado quando é ríspido na bucha. Mas é mágico no magno. Manteiga derretida, sabe que a palavra é fascista (citando Roland Barthes) mas, parecendo que tem uma pulga atônita atrás da orelha, enreda-se pelos labirintos dos desperdícios verbais, feito um ícone. Lambisgóia espeloteada? Calou e disse.

Parece bisontino que sabe técnicas de vôos. Diz que adora ser pisado. Carga e coragem? Inspira cuidados, mas não quer ensinar porcaria nenhuma, nem feito xerox imagética. Não quer ser um PHDeus xarope. Dispensa comentários. Ácido, cíclico, tem ternura sem perder a vivacidade. Muitos minutos de lama ao vivo. Na fuça. Clarabóia.

Sabe dos indigentes. Sabe dos analfabetos. Bate sempre na mesma técnica: não ter técnica alguma. Serpenteia bravo, pela estética/ética do teatro tupiniquim. Mama as havências. Gracezas, prazeiranças, altas voltagens. Cospe nas etiquetas, arrota pros ibopes, urina nos intervalos. Gente mais maior de grande?

Acima do peso, é leve como um imã. Não querendo ser medíocre, não tem medo de ser Ser. À meia-luz todos os gatos são fardos? Acha que a televisão babaquara é um rascunho saranga. Põe o dedo na ferida. Sangra o sumo. Deve achar a cicatriz um pé no sacro. Ordenha entrevistados. Pega todos pelo verbo. E a nosotros passa o sabore-delícia da falação por atacado. Tudo a ver.

Para uns, não existe mesmo. Para outros, é invenção virtual. Mas tem cheiro e azedumes. O crime da espécie o que é? Provocar-nos uns aos outros. Deita falatório. Acorda lampiões. Ilumina a escuridão, feito um Lao-Tse brasileirinho & brasileiríssimo.

Falando sério, perdão leitores, mas acho que o Antônio Abujamra é invenção do, talvez, Nelson Rodrigues com síndrome de Plínio Marcos. Um gibi a seco. Talvez ele só exista mesmo na nossa consciência neural.

Provoca. Provocações. Ações. Ocas. Provo. Ovo. Vocações. Cações. Depois ainda dizem que ele, o Abujamra, no com-textualizar, quer analisar o óbito da perversa mente humana. Humana vem de húmus? A minha parte eu quero em ensaios de laminas cegas nos oráculos vencidos pra consumo.

A palavra é cega mais ainda acorda.

Texto da Série “Eram os Deuses Corinthianos? – Bravatas & Afins”.
 
 

 
       
     
 

 
       
       
   

A historicidade evolutiva e, em algumas situações até mesmo emergentes, altamente radicais, da política no mundo contemporâneo, revela varias facetas, principalmente depois da queda do muro de Berlim, mas não da queda dos entraves capitalistas para as impagas dívidas sociais (lucros impunes, riquezas injustas – muito ouro e pouco pão); depois das mudanças no Leste Europeu, aliás,um conseqüente aumento do poder do próprio império norte-americano (com o fim da bipolarização capitalismo/comunismo) e, no vácuo de lideranças a própria globalização neoliberal, mais as terceirizações neoescravistas e os reacionários parasitas que, ainda promovem os dinossauros do falso mercado livre; da falsa lei de oferta e procura (máfias e quadrilhas) e outras dúvidas graves e mesmo certos pragmatismos que, uma verdade sócio-real não fundamente bem e “cristãmente” (com um humanismo de resultados), coloquei-me sempre como uma espécie assim de avaliador de expectativas de resultados funcionais nesse sentido (pessoais e institucionais), criticando a falência proposital do estado (na verdade sugado por catervas de liberais de ocasião mamando nos podres poderes), e, ainda, no vácuo da história (de transição econômica mundial), açodadas privatizações-roubos (deveriam ser auditadas as empresas estatais improdutivas e não dadas a preço de moedas podres); o sórdido quinto poder; a violência embasada pela economia informal (contrabando informal – crime organizado) e ainda, no flanco o narcotráfico poderoso (sustentando um estado paralelo) nutrido por incautos consumidores de classe média alta de primeiro mundo, inclusive e, principalmente, da chamada América Rica e dos país membros do G-7, potências européias.

E foi nessa espécie de empirismo crítico-avaliativo (e sociológico) que sondei as derrotas circunstanciais de mitos do capitalismo (vivemos hoje um capitalhordismo americanalhado) desde o assassinato insano de John Lennon morto por um fanático fã no auge de sua nova postura zen-Ono, pedindo um chance à paz; da demorada premiação de Charles Chaplin por Hollywood-Oscar – depois de fritado por uma canalha anticomunista radical de janotas e boçais (da América Cloaca), ou mesmo da avaliação circunstancial da cara de tacho de Bush Dois, o derrotado nas eleições (e acusado de corrupção em campanha suspeita e amoral) mas que, talvez a um bom preço vil, estranha e circunstancialmente assumiu o poder imperialista e promoveu a divisão do mundo contemporâneo entre os 01) débeis mentais com um estilo de leviano hitlerismo bélico (guerra e sangue de inocentes versus petróleo), e, 02) os pacifistas (sonhadores?) com medo de pessoas erradas em horas erradas no poder. Isso já aconteceu antes. A história se repete?

Partindo desse cenário, dessa premissa avaliativa, claro, enfoco também o Brasil (ou Brazyl S/A via FMI) num contexto todo, açodado por buscas de mudanças – depois de 500 anos de total caos social e insanidades palaciais, e, por outro lado, os reacionários (arapongas do retrocesso) não querendo entregar de mão beijada a faca e o queijo do poder, e muito menos para um PT heterogêneo de um Lula Light operário com mania de honesto, de ser justo (sonhar um humanismo de resultados), ser sincero sem ser populista e ser chorão por causa de nossa miseris afrobrasilis pós Canalha de 64 e pós-FHC o chamado Pai da Fome.

O país pagou (e vai pagar por uns cinqüenta anos ainda) altíssimo preço pela eleição de FHC (que como sociólogo de araque hoje envergonha nossa história e tem inveja do Lula) e, pior, pagou muito mais do que conhecemos, pela re-eleição desse ex-socialista (ensinou comunismo ortodoxo para Miterrand da França) e ex-sociólogo, na resultante uma vaquinha de presépio para jogos de cena no cenário da agiotagem internacional e suas máfias e quadrilhas (capitalista) no Brasil, posando de estadista bon vivant com um partido água-com-açúcar cujo símbolo é um tucano que não nada, não canta, não voa nem governa, pelo jeito.

Foram oito anos ao arrepio da moral pública. Trocaram nossa grana pau a pau pelo dólar, mais contratos emergentes nas privatizações-roubos, crimes bancários e fiscais, ditadura de medidas provisórias, e depois o nosso dinheirinho não valeu nada, mal re-eleito que foi o Pai da Fome que faliu a classe média, a educação pública, a segurança pública. O mal que o medo do comunismo fez ao Brasil em 30 anos foi tão pior quanto o que o medo do Lula do PT fez à camarinha incompetente do PSDB?

A falência de São Paulo (com uma propaganda oficial enganosa e parte da mídia comprada a peso de dinheiro público) é o modelo genérico do PSDB com seus mitos como picolé de chuchu. O governador que en passant se salvou pelo câncer de percurso e a morte do Mário Covas; pensa que pensa, acha que é que não é, apesar do seu líder loquaz e improdutivo, José Aníbal ser rejeitado nas urnas paulistanas e, finalmente, um Lula Light ter sido finalmente eleito, sem que o Lula em campanha atacasse o podres do governo de seu antecessor, porque, por imposição midiática, tinha que parecer bonzinho, calmo, confiável (para que padrões?), e, a bem da verdade, Zé Serra já era demais, pelo seu modus operandi pouco ético como a seguir apareceram os nichos de podres, por acidente investigativo de pessoa certa na hora certa...

Então Lula ganhou (o povo tomou a direção da barca, citando o Poeta Angolano Agostinho Neto), e deu pra sentir a cara de FHC com inveja do Lula. E os tucanos com postura sórdida mesmo, apostando na quebra dos protocolos democráticos, na falência das instituições, inclusive pelos elos perdidos deixados como contrato de sujeiras largadas ao longo de oito anos de quebra do aparelho do estado; sucateado por dirigentes militares ou liberais (em concluo com o tucanato), cujas empresas devem ainda ser auditadas, antes de aceitarmos as entregas de mão beijada às moendas podres de labiríntica burocracia inclusive jurídica que ninguém explica dentro da hermenêutica do direito. Amigos do alheio nas posses, nos pedágios de roldão, e FHC, estúpido, acha que fez alguma coisa (alardeia muito), mas escondeu a podridão.

E o PT assumiu com o olho vingativo do vampiro Serra, com as maracutaias de topete de neoliberais de ocasião, sujos como aves de retrocesso, aves de rapina. E todos nós nos demos para chorar com Lula, torcer por Lula (é o nosso país), vê-lo feliz e o mundo assustado por, sendo um país tropical de enorme dívida externa e interna (e dependentes do FMI ainda mais a partir de FHC o ególatra), repetimos a Alemanha e a Polônia, com um cidadão inteligente, sóbrio, mas sem estudos, no poder. Sem estudos mas muito mais inteligente que o insosso FHC e seu staff de filhotes da ditadura, além de liberais de antros, órfãos das hienas de Geisel et caterva. Era esse o cenário.

Depois de estranhamente deixarem passar batido as CPIs que suspeitamente são bloqueadas na Assembléia Legislativa em São Paulo, a mídia desleal (inclusive um chamado grande jornal que prega ter sido único na época das Diretas mas agora é leviano na Era PT) visando alvos escusos (de retrocesso inclusive), repete à exaustão (um massacre midiático) ataques mal fundamentados (depois descobriu-se que era sujeira de Serra et trupe por trás) contra Zé Dirceu, a asa do PT; o anjo-da-guarda do Lula, e, quando se viu o corrupto envolvido na filmagem montada vinha de Era Sarney, Era Collor e mesmo da Era FHC e tudo era aceito, visando como alvo o próprio Zé Dirceu que é, sozinho, melhor do que todos seus atacantes ligados ao falido PSDB juntos, e tem uma história, um dinamismo, uma retidão que os seus inimigos não têm. Pior: isso afetou sobremaneira o companheiro Lula. Era aí que eu queria chegar... Esse seu ministro tornou-se circunstancialmente seu calcanhar de Aquiles, nesse maquiavelismo tucano-liberal vergonhoso. Lula sentiu a pancada? Sujeira de antro de escorpiões. Ficou com nojo de seu antecessor com tal política rastaquara?

Lula sentiu o golpe, ele é sensível. Acusou o ferimento de alguma forma. Nos seus problemas de saúde? Nos seus tingidos cabelos brancos. Nas rugas como bem demonstrou Elio Gaspari na Folha de S. Paulo? No nojo do meio antagonista todo? Na oposição de ratos e hienas, mais reacionários e uma ala burra da extrema-direita calhorda, os filhotes estéreis e impotentes de Geisel? Sem dúvida.

Lula estaria arrependido de estar onde está? Lula está frustrado com o modus operandi da política tupiniquim? Sem duvida. Um terçol pode só ser uma resultante psicossomática. Pode ser só por enquanto. Mas Lula está abalado sim, leio isso no postural dele; está frustrado com o poder. Fez reformas em um ano só que FHC não fez em oito anos. Ficaram as seqüelas de todos os tipos, claro. Como fazer omeletes sem quebrar os ovos? Os inimigos usarão isso nas eleições. Marta Suplicy em São Paulo tornou-se alvo fácil porque é verdadeira, lutadora, mulher, honesta, e vem educando o povo na marra, fazendo um ótima gestão. E os tucanos (que faliram o estado como um todo) não têm nomes à altura de um jogo político-eleitoral para esse campo de batalha. Então jogam mais sujo ainda. E em São Paulo estão os mais reacionários eleitores do país, um verdadeiro antro podre de extrema-direita ignóbil, com medo do PT e seu estilo de colocar o dedo na ferida social e sacar contra os seus aproveitadores. É síndrome da cultura do medo do PT que instiga tudo mesmo.

Mas Lula está baqueado. Sinto isso. Capto bem. Ele, se fosse frágil como o Jânio depois de um pileque homérico, renunciaria e iria viajar para o mundo todo, como liderança mundial emergente que é. Se fosse o Collor, fecharia o congresso com apoio infames; se fosse o Sarney ficaria meio vendido, e, se fosse FHC, tipo vaselina, comporia com todos os trastes, para, a todo custo, ficar posudo no seu topete de metido a galã de faixa verde-amarela. Isso é dele. Mas é o Lula que só sabe ser mesmo o que é. E aí fica difícil. Dói não poder fazer nada com tantos entraves da corja que o antecedeu e o molesta até com deslealdade? Essa é a verdade. Lula está indignado, ferido nos seus brios. Não tem como negar, mesmo querendo ser protocolar e diplomático na persona do cargo. Frustrado. E ele não é disso. É guerreiro. Está cismando, como se a se perguntar, entrevado: Que qué isso, companheiros, o que é que eu estou fazendo aqui?

Lula não sabe ser decorativo, como um FHC de enfeite, quando quem mandava era um grupo de cobras criadas... Pobre Lula. Coitado dele. Sonhou tanto, plantou esperanças, e agora é boicotado por maus perdedores que não devem conhecer ética pública nem que democracia é um revezamento alternado de partidos no poder, não o continuísmo messiânico que o PSDB preconiza, metido a dono da verdade, mas em práticas governamentais (salvo honrosas exceções) é bem ruim mesmo...

A questão agora é: como a persona forte do Lula Light, um mito histórico mundial até, vai reagir nesse contexto todo? Vai radicalizar, como? O PT já sentiu que, sozinho, não vai e os arranjos de gabinete começam a ficar perigosos pro sistema e para a própria governabilidade. E os urutus do passado, mais os canalhas do presente, sondam o desmonte da fé pública, da máquina do PT de moralizar o estado, para tentar, a médio e longo prazo, acabar com as sujeiras herdadas...

É muito difícil. Claro que a cobra não vai fumar, mas os parasitas que sustentam os dinossauros vão querer voltar nem que seja na marra, jogando sujo. De qualquer maneira, perde a ética, perde a democracia.

Sendo visionário (...) agora, acho que o Lula mesmo deveria acabar o seu mandato, pegar o boné (qualquer um deles) e cair fora de arranjos dos que querem fazer um picadeiro ao redor da república, ou, de afogadilho, açodados (a cultura do medo do PT ainda) inventarem o golpe do primeiro ministro, do pacto federativo e outras tramóias ainda não bem avaliadas pra deguste popularesco via mídia algo comprometida até o estrume com as benesses da gestão anterior.

É pagar pra ver?

O medo mesmo é o povo sonhador sacar o lance e a periferia S/A vir morro abaixo apoiar o Presidente Lula e caçar as bruxas que o atacam. Escrevam. Quem passou por Jango tem medo dos que não sabem perder. E o PSDB dos tucanos joga sujo mesmo, não é eterno mas pensa que é. Uma pena. Não aprenderam nada no exílio, nem na péssima prática pra uma nossa democracia tão frágil. Que falta que faz Franco Montoro, Ulisses Guimarães e outros. Tucanos e peemedebistas não são os mesmos. Os neoliberais continuam podres, e, agora ainda mais, com a tal globalização, a Alca e o medo de serem forçados oficialmente a pagarem um preço social que o governo Lula preconiza, acena, prometeu, mas não deixam....

Quem sobreviver, verá!
 
 

 
       
     
 


 

 
   

“Hoje não teve aula. Mataram o dono do Cieps...”
(Aluno da Comunidade Vilar Carioca, um dos lugares mais violentos do Rio, sobre a morte do ex-governador Brizola)

 
       
       
   

Quando eu era muito guri ainda, já algo precoce, confesso, eu que sou de 19.08 (como Bill Clinton) do ano de 1952, piá de tudo, era convidado pelo meu pai notívago a ficar ouvindo a Rádio Mairink Veiga (do Rio de Janeiro – emissoras dessa capital maravilhosa estranhamente pegam muito bem em Itararé, sudoeste do estado de São Paulo, divisa com o estado do Paraná) – e, entre estáticas (o aparelho era um amelado rádio Semp maior do que um microondas hoje) eu ficava curioso e açodado de ânimos a ouvir as intrépidas brigas homéricas entre o Lacerda (corvo da democracia, meio que como o Vampiro Zé Serra hoje), o João Goulart (presidente Jango) e o jovem e aguerrido Leonel Brizola – Cadeia da Legalidade – destemido como sempre, mesmo tachado pela corja reacionária paulistana de “incendiário”, pecha que nunca pegou por inteiro, pois, claro, Brizola foi melhor do que toda a Canalha de 1964 (apoiada por reacionários paulistas corruptos como Ademar de Barros), de Castelo Branco ao Figueiredo, e, extremamente justo, transparente e lúcido, bem ao contrário de Tancredo, Sarney, Collor (Fernando Um, o janota), Itamar e FHC (Fernando Dois, o babaquara boçal).

 

Pois eu tinha então malemal dez anos nessa época e muito mais do que algo alfabetizado em casa, era, sim, muito bem politizado em casa também, tendo, de castigo, além de ler a Bíblia Protestante, ler Seleções, revista Fatos e Fotos, o jornal Estadão etc. Meu pai, o maestro Antenor Corrêa Leite (nome de rua hoje em Itararé), poeta, compositor, regente-fundador de corais sacros, paradoxalmente se afirmava comunista (recebia panfletos do partidão dizendo “Matem o Patrão!”) e, ainda assim, era crente de carteirinha, como se dizia à época. Pois meu pai, que tinha sido janista roxo, usava bigode e óculos como o Fujânio (era muito parecido com ele, como eu fiquei também algo parecido nos meus vinte anos blues), e quando o Jânio de porre aprontou a renúncia que visava um golpe (sei de toda a verdadeira historinha de cor e salteada, contada por emérito membro da Juventude Janista da época), meu pai ficou um fuzilo, depauperado, teve crises, angustiou-se, mas apoiou que o vice-presidente Jango tomasse posse. Pois o herói natural, Brizola, bancou essa resistência democrática – era um gaúcho macho de grosso calibre e dialética fora de série – e eu e meu pai toda noite lá estávamos alvoroçados, comendo pão-paraná com pescada Leal Santos (meu pai comprava da Padaria Pão de Ouro quando vinha da Assembléia de Deus depois do culto), curtindo a canalhice do abutre Lacerda, a coragem e a coerência do Brizola na Cadeia da Legalidade, e, uma pena, a fragilidade pura do Jango que infelizmente não foi longe pelos envolvimentos temporões em detrimento de uma burguesa oligarquia azeitada por agiotas do capital estrangeiro.

 

Foi nessa época, ainda muito imberbe, que comecei a me formar em filosofia política, a partir do maior político do Brasil de todos os tempos: Leonel de Moura Brizola. A ditadura militar incompetente, corrupta, violenta e senil tomando o poder (nos legaram Maluf, Delfim Neto, Jarbas Passarinho e um bando de corja pertinente) colocou Dr. Leonel Brizola no exílio; tentaram matá-lo várias vezes mesmo fora do país; a própria Operação Condor (com corruptos hispanos milicos de outros países entrevados) tentou apagar sua luz ético-latino-americana, mas Brizola, bem casado – a família de sua esposa era muito rica – conseguiu (pagando um alto preço) escapar daqui e dali, fugindo como pôde de jagunços paramilitares, até ir para a Europa onde era e é admirado, tanto quanto o Metalúrgico Lula.

 

Passei os tempos tenebrosos do regime de arbítrio, como muita gente lúcida, sonhando não apenas com a volta do irmão do Henfil, mas com o retorno do Mito Brizola, nosso maior social-democrata, ele mesmo a bandeira de todo partido que tomava, ele próprio uma filosofia sócio-humanista de vida em alma cidadã. Veio a época das Diretas-Já, Brizola era o mito de antes do funesto golpe, Lula com Ulisses Guimarães eram os líderes dos novos tempos do PMDB, então notória trincheira da legalidade. Chorei quando Brizola voltou ao Brasil. Passei telegrama, escrevi emocionado, mandei carta pro Pasquim. O filho mais ilustre do país não poderia continuar fora dele.

 

Muito crescido, já estudando e morando em Sampa, sabendo que Brizola estava na Assembléia Legislativa do Ibirapuera para receber em filiação um político paulista em seu partido trabalhista, lá me fui todo honrado, engajado de terno, gravata e coração, ver Brizola ao vivo, quando lhe entreguei um poema pueril que fizera quando muito moço ainda, sonhador e saudoso em sua homenagem de meu ídolo-mestre. Ele leu o poema logo depois, e comentou, após o programa Flávio Cavalcante onde participou (ao vivo recebeu flores de companheiros-camaradas, inclusive o Heródoto Barbeiro, nosso amigo), se emocionou, agradeceu termos fundado o M.P.L.B – Movimento Pela Libertação do Brasil/Movimento Leonel Brizola (foi destaque na Folha com um símbolo do Zorro-Brizola em espada na mão), daí certamente se originando a histórica marcha pelas Diretas-Já.

 

Lembrei-me também agora de que fui convidado a falar em plenária e me depositei loquaz ali, rendido à honra pelo orgulho do que ele era de popular, altivo; do que fizera ao país, sem esmorecer; as mãos limpas, e, tempos depois, lá estava o Brizola fazendo os pioneiros e fundamentais Cieps no Rio de Janeiro, obras abandonadas depois por seus sucessores rastaquaras em posturas hediondas, e daí se vê o que ó Rio se restou hoje, porque não é preciso construir cadeiões de segurança máxima, se você ergue escolas integrais e com estruturas que fundam seres e cidadãos. Era o olho vivo de Brizola nas dívidas sociais impagas desde 1964, quando não quiseram uma Reforma Agrária – as bestas olivas achavam coisa de comunista – e daí para a Favela Brasil Ordem e Progresso foi questão de história escrita pelos levianos dos infames podres poderes da exceção.

 

Ah, se tivessem feito a Reforma Agrária em 1964 (acabando com o êxodo rural); se a partir de então o salário mínimo não fosse só mínimo mesmo – daí se vê o visionário Brizola tachado de populista – quando ele se manteve coerente, firme, não se vendeu, acho que, sim, terá sido mesmo o melhor político brasileiro desde 1500. Uma lenda agora. Um mito sempre.

 

Lembro-me que ainda jovem, o Brizola em campanha, vinham jornalistas correspondentes do mundo inteiro ao Brasil, e iam entrevistar primeiro o presidente institucional (qualquer que fosse oficial) e também entrevistavam o Lula – líder do proletariado ascendente – e Leonel Brizola, famoso no mundo inteiro, muito querido e admirado (com trânsito) na Europa toda, muito respeitado e defendido por lá, como um símbolo de resistência da sobrevivente ética política brasileira às sandices anticomunistas que fundaram o abismal do militarismo burro made in Cia (e um bocó medo do Fidel Castro).

 

Estou escrevendo isso num apanhado emocional imediatista; confesso, de chofre, chocado com a morte do meu primeiro ídolo, o Brizola. (“Não existe razão/Nas coisas feitas pelo coração", canta na FM o Renato Russo, lembro que essa frase tem a cara do Leonel Brizola). Sim, estou chocado porque ele mesmo foi uma bandeira nacional, um homem sério de propósitos, simples de abraços, puro de visão, onde, perto dele, nenhum tucano chiava e FHC então, comparado a ele, Brizola, nem existiu humanisticamente mesmo, principalmente pelo engodo eleitoreiro do maquiavélico Plano Real (via FMI) e das privatizações-roubos, mais os milhões que suspeitamente “herdou” agora (de banqueiros) para metido a sebo fundar o seu insosso Instituto FHC que, certamente, servirá para aliciar gaiatos e treinar cobaias tucanas para provocar novos engodos midiáticos de políticas vazias e resultados político-administrativos pífios, vergonhosos...

 

Brizola é o instituto da democracia, da legalidade. Brizola sempre haverá. Essa citação que me ocorre agora parafraseia o mote dos anos 1940, “Sempre Haverá Paris”, usado pelos invadidos franceses, quando o hitlerismo do nazismo tomara a capital das luzes. Pois Brizola, apesar do PSDB – tucanos não cantam, não nadam, não voam, não governam – e, apesar do patético erro histórico do PDT paulistano – em decadência? – apontando um mané como candidato para boicotar a Marta Suplicy (o chinfrim Paulinho da Força Sindical) que já foi marionete (ou vaquinha de presépio) de Collor, Maluf, FHC etc. ainda é um nome, um referencial, um ser datado de antes de 1960 e que entrou no século trinta com a cara limpa e as bravezas que fizeram justiça e buscaram um Brasil para os brasileiros. Brizola foi o maior e o melhor deles. Nunca haverá outro de sua grandeza histórica.

 

Aquela frase do ser imprescindível é feita prontinha para o Brizola. Um Rio de Janeiro reunificado pela paz social e pela justiça ainda que tardia é Brizola. O Brasil que queremos é o Brizola como símbolo master, não um cassino que vende riquezas a preço de banana, e ainda, pior, não pagou a sua dívida social herdada depois da libertação de escravos (libertaram, mas não indenizaram): depois do estúpido Golpe de 64, e, pior, depois do FHC, o Pai da Fome, um ex-marxista, ex-sociólogo – ("esqueçam tudo o que eu falei") – que seqüestrou o sonho de milhões de descamisados, entregando pro Lula Light um país doente, falido, de milhões de desempregados, mendigos, prostituição infantil e outras atrocidades mais na linha da miséria-lastro de seus dois mandatos de desgoverno anti-social.

 

Brizola foi tudo isso e muito mais.

 

Nossa República sem ele teria falido completamente. Nossa democracia sem ele teria quebrado sua cadeia de legalidade ético-constitucional.

 

Vai fazer falta.

 

Que Deus ajude o Lula a encampar as idéias básicas do Brizola, e a transformar esse Brasil S/A mestiço numa social-democracia morena sem dívidas sociais, sem lucros impunes, sem riquezas injustas.

 

Vá com Deus Brizola; vá ser gauche no céu de todas as honras!

 

Teu nome é luta!
 
 

 
       

 

     


 

 

Silas Corrêa Leite
Poeta, educador, jornalista. Pós-graduado em Literatura, Comunicação, Relações Raciais e Inteligência Emocional. Autor de Trilhas & Iluminuras, poemas, Editora Grafite (RS), 1995. Autor dos e-books (livros virtuais) Ele está no meio de nós e o pioneiro, de vanguarda e único no gênero chamado O Rinoceronte de Clarice – onze ficções fantásticas com três finais cada, um feliz, um de tragédia e um politicamente incorreto, (mais de 60 mil downloads), ambos no site www.hotbook.com.br.
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm
Romance Ele está no meio de nós no site www.hotbook.com.br/int01scl.htm