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Eu sei que todo dia
Ao acordar, sente meus lábios roçando tua face em beijos amorosos,
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
Teu café da manhã aprecia com enorme prazer,
E o sabor do meu bem querer,
Está impregnando ainda o queijo, o pão, a torrada, o leite...
E o calor do conforto do sentir-se amada, encontra no café,
Que sorves avidamente degustando sabor e prazer.
É o preço do recordar-se de mim toda manhã,
Onde eu te ofertava refeições matinais impregnadas de amor,
Tudo originado do meu gostar e do seu aceitar esse gostar.
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
Vês que a torre de babel jamais se mostra a você pois
Inibo incompreensão, confusão, constrangimento...
Entende que meu amor era uma tradução divina
Do amor de um homem por uma mulher e apenas uma língua falava,
A linguagem do amor, pois jamais confundiu.
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
Tua cama desarrumada mostra sinais da minha ausência
Não tem sido mais nosso ninho,
Mas me vê deitado nela sorrindo e com o olhar apaixonado de sempre.
Tua televisão mostra muitas faces, todas com muita graça,
E a graça que minha face tem, fazem suas lembranças te regozijarem.
Os filmes que assiste tem sentido, tanto quanto meus enredos.
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
As musicas emitem os mesmos sons que dantes,
Que te levam ao êxtase,
E se infundem com teu corpo, como eu me infundia.
E ainda te trazem o mesmo deleite do gozar.
As letras mostram-te razões para se sensibilizar,
E todas falam com a mesma intensidade de amor,
Como as minhas letras em incontáveis poemas a ti dedicado,
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
Seus dias e suas noites estão impregnados de mim.
Teu respirar tem meu ar
Teu bocejar tem trejeitos meus
Tua voz é emitida para a modulação dos meus tímpanos
E teus poros sentem sempre os meus poros, respirando-nos
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
O teu suor mostra o meu cheiro
Tuas nádegas sempre arrepiadas e retesadas porque recordam os meus beijos.
E teus lábios vaginais molham-se ao simples toque do telefone
Porque me ouvem pedindo para ir... possuir-te.
E tuas coxas sentem o toque de minhas mãos em suave carícia
Ao simples contato com a calça aceitando o prazer do recordar.
Teus pés descansam na saudade das minhas massagens.
Teus lábios agradecem não mais viver inchados
Ao sabor de tantos beijos meus,
Aqueles beijos que desejosamente trocamos
Tão numerosos, tesudos e carinhosos!
Sentes (os beijos) a todo instante, ao leve movimento dos seus lábios.
E o arrepio toma conta do seu corpo, como eu tomei.
Sentes as marcas profundas da felicidade que finquei em sua vida
E se deleita no gozo, inclusive espiritual, a cada segundo.
Por isso te pergunto?
Quem tem uma vida assim, povoada por recordações
E extrai dessas recordações os prazeres
Que motivam exercitar a felicidade a cada instante...
Precisa da minha presença para que?
Fácil entender porque me deixaste.
... e o arrepio toma conta do meu corpo... que você abandonou.
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