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Estava caminhando pela a densa névoa
Quando resolvi recolocar meu olhos guardados no bolso
E gritei assustado quando vi que estava pisando sobre cabeças
Muitas cabeças, de homens, mulheres, velhos e crianças
Dei um pulo e me agarrei a algo preso no teto
Assustando-me novamente quando percebi que era uma mão
Mão sem corpo, que aproveitava para alisar meus dedos
Que me passou para outras mãos, muitas mãos...
Que de mão em mão me guiaram até uma janela aberta
E quando atravessei caí numa sala de vidro
Onde bebês quebravam relógios com marretas
E um deles me dirigiu a palavra numa língua estranha
E todos me apontavam, chorando, e chorei também...
E de repente uma luz me cegou até eu tontear
Percebendo que alguém estapeara minha nádegas
Sentindo-me sujo, com frio e com fome...
Mas logo me levaram a um colo quente me dando carinho
E me excitei ao sugar meu alimento do seio.
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