Momentos presentes, ausentes, insistentemente inconsistentes.
Insistem em machucar, não desistem, sempre resistentes,
Querendo controlar os sentidos, os motivos que me fazem sonhar.
Judiam da alma, dilaceram meu ser, querendo me magoar.

Nego as verdades, fujo das incoerências, mas vivo a me viciar
Em prosas, versos, sonetos e poesias, a vida insiste em me ludibriar,
Cansada, quase desisto, mas existe o porém, querendo se perpetuar.
Ausência de coerência, resistência absoluta em me resguardar.

Vôo absurdo dos sentidos, sobrevivendo a dor
Ignoram o passado, buscam o presente, fogem do futuro.
Louca e desvairada sensação de amor
Sossega alma inquieta, de um espírito impuro.

Busca sua verdade em outros mundos,
Menos sofridos, mais suaves, tranqüilos e melodiosos,
Sente o sopro da vida em momentos misteriosos,
Liberta a vontade de mergulhos profundos.

11/05/2003       
 


 
       
     
   
   

 


O que seria de mim sem você,
Ou de você sem comigo ontem!?
Um zero à esquerda,
Um infinito tendendo a menos...

Dúvidas inexatas, sem sentido talvez,
Como chuva querendo amenizar o calor,
O vento soprando as nuvens,
Apesar do céu insistir em enegrecer.

Esperança convicta de uma vida inteira,
Necessidade de acreditar,
Quando o passado surge, relembrando...
Reafirmando que nada valerá.

Inexistência de um futuro convicto e forte,
Diante de um passado que ainda faz sangrar.
Absurdo como tudo se nega,
Quando o sentir, nas incertezas não se faz amar...

27/11/2003       
 


 
       

 

     


 

 

Cristina Rodrigues
É de Belo Horizonte/MG, formada em Matemática e herdou do pai o gosto pela literatura. Lê de tudo um pouco e sente de tudo um pouco também.