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Vejo aqui vermes nessa selva triste,
Atrevidos insones do mal gozam
E o espírito opaco mais logo admite.
São de famintos uma ordem, desposam
O coração ferido, dão mais dor
Ao guerreiro, que errado, perde o amor.
Então desolado vai o guerreiro
Da guerra indiferente, cabisbaixo,
Esperando o final do sofrimento...
No caco de vidro andando descalço,
Assim se torna fundo o rio de merda
E nem mais o fim da dor ele espera.
Pobre diabo a ruína não avista,
De tempo é questão, se o anseio de fama
Poe no coração, se assim nos convida
A trocar, ah dorme na quente cama
O guerreiro a sonhar o cheiro de rosa
E novamente com força a Deus se volta.
Não põe mais medo o canalha fardado
Nem anda por ai mais magoado
O guerreiro... vai por Deus perdoado.
Joga p´ra ganhar, sobe o degrau ajoelhado;
Ora p´la mãe não se sente enjeitado
E brinda no final tão alegrado.
Aquele verme que ao mal se apegou
Então é sofredor, sente a tristeza
É um perdedor nato, vil, jogou,
Vive como um Zé, não sente a riqueza
A luz divina não brilha na mente
E a gloria vem tão rápida pro crente.
Deus nunca esteve na nota de cem...
O dinheiro aqui abre as portas do mal e do bem,
Nem tudo pode aquele que grana tem.
E deixo mais um recado, espero que a todos alcance:
O espírito é imortal sangue do meu sangue.
E tudo é uma fase.
Vida loca.
O esquema tático se aflora, estamos unidos agora.
O amor passa para fora. CASTANHO olho que me olha.
"Castanha noz" diria o poeta clássico. Mas pareço que vou mais à frente.
Sou poeta e não me ligo em corrente.
O dialeto do verso se transforma essora...
Sou tudo em uno, Sou marginal, sangue nos olhos,
Sou vate do parnaso, sei disso...(o primeiro do estilo).
Que ainda sinto seu resquício.
Então reluz na pena o arcadismo...
Também há na veia minha o modernismo.
Barroco, concreto e mais..
Poeta de todas os tempos mas na mente se assenta o dom místico,
Ó homérico spleen, tão gasto antes o farei novo e mais satírico...
Arte respira a sonhar meu amigo e tudo lerá!!!
O que esperar do futuro se o trago comigo.
Em meu caminho o traço e limo como um verso na mente perdido.
Guiar-me por caminhos solitários, ó flor do splenn.
Porém guiar-me até outros me fará feliz?
Não posso saber como será o verso de um amor não nebuloso;
Nunca o fiz nessa febre...
O ódio me deu o verso outrora, o charco crescia.
Como será?
Imagem em ação-imaginação, sonhar e voar, liberdade, pés descalços...
Machista nunca serei pois sei que a terra é dela.
Via sacra és tu ó linda mulher
Enchendo de alegria manto negro,
Que não mais reconheço-me no espelho.
Agrado? vou diverso, não me quer?
Se nas azuis colunas passo o dia
Te esquecer já não posso pois me lembra
O firmamento azul, tua retina.
Não mais avança minha grata senda.
Se na água quente ponho a boca não
Vem meu quasar amado, vêm assombros
Vagando em direção ao coração.
Essas aqui jamais entram ó flor...
Contigo dá alegria os alvos pombos
Vão e eterno será p´ra ti o amor.
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