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Caminhava deslizando como se estivesse nas nuvens
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Minha língua se debate no céu de minha boca muda,
quero
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De meu corpo fechado e sólido
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Desanimados olhos aflitos, que querem enxergar a podridão escondida, mas se perdem na escuridão infinita de seus pesadelos. Quero ouvir os dissonantes sussurros que tremem as paredes e ecoam nos sete cantos de sua existência, resumida em sete pecados capitais... Olhos abertos, sentidos apurados nos tentam mostrar absurdos irreais e irrelevantes, pois tudo passa em vão enquanto você não escolher a alternativa correta. Minha insípida alma se destaca entre as multicoloridas facetas dessa humanidade insegura... Que por ventura ou distração não vê a verdade escondida entre os murmúrios desgastados. Nada é constante em seus sentidos abstratos, nada é relevante a menos que você preste atenção...
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Se toda a minha paixão se resumisse em fogo
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Os silêncios dos últimos dias,
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Luiz Felipe Peres |