Não se recorde de mim, como se eu... fosse!
Eu sou...
Recordo-me de você, como és...
A idade, a fisionomia... cabelos, lábios, luz do olhar!
Recorde-se como se fossem
O apreciar e se sensibilizar com as cores, sabores e odores,
Estes se recorde como se fossem... pois são e serão.
Nada mudou? Tudo é como sempre foi!
Nada mudamos, mas fomos mudados!
Nós não mudamos nada.
Nem nossas vidas, nem nossas virtudes... nada!
Nós fomos mudados!
Os sentimentos, envolvidos por rótulos másculo ou feminino (meu e seu),
Que encanto vez por outra provocou (em mim e em você),
São os mesmos, mudados para outras pessoas!
Não vá você, por isso, recordar-se.
É tudo exatamente como sempre foi.
Não perca tempo com isso... ainda é e será!
Somos e seremos o que fomos
Um, feito para o outro... esquecer.

 
 


 

 

     






 

 

José Silvestre Rosário
Esse negócio de minibiografia é meio sério. E eu nunca fui sério. Sou nascido, vivido e criado em Sorocaba desde 08/01/1951, doutor em ciências jurídicas, mestre em RH, técnico contabil, descasado, ex-militante político, escrevi 789 poemas e nunca consegui publicá-los. Amei demais duas mulheres e vou parar por aí com esse negócio de amar. Está mais do que na hora de odiar.