Dentre as figuras pitorescas deste bairro em que eu moro há uma excepcional. E não é a matriarca de quem tanto falo. Muito menos o papagaio que me acorda todas as manhãs gritando socorro (eu preciso investigar isso).

É um motorista de ônibus.

Quem vive em São Paulo sabe como é a vida de um motorista de ônibus. Trânsito, risco de vida, pessoas abusadas, algumas cruéis, direção pesada, câmbio ruim, motor ainda pior, carga humana, a responsabilidade sobre muitas famílias a cada viagem (alguns ônibus, em São Paulo, carregam mais de duzentas pessoas), e coisa, e tal... Isso estressa qualquer um. E não é incomum que vejamos passageiro e motorista discutindo; como também não é incomum vermos o motorista passar direto pelo ponto e deixar o passageiro, idoso ou não, a ver navios, ou melhor, a ver ônibus. A ver ônibus esperado diligentemente indo embora sem o levar. É uma profissão terrível e, sinceramente, não gostaria, eu mesmo, de ser um.

Mas este de quem falo é especialmente diferente. Chama a atenção, ou chamou a minha, pela solicitude. Em cima do capô do motor barulhento ele tem uma pilha de jornais. O Metrô News, que é gratuito, e é distribuído em várias estações do metrô. Nós, os passageiros do Vila Aurora–Santana, quando felicitados pela presença desse motorista, somos brindados com a leitura do jornal, que é um tablóide quase sem conteúdo, muito antes de chegarmos ao metrô. O que vale é o gesto.

Assim, ele faz uma gentileza a cada um dos passageiros que sobe em seu “carro”; e, de quebra, ajuda a pessoa que tem que ficar distribuindo milhares de edições na porta da estação. Quinhentos a menos é uma grande ajuda!

Se fosse só por isso, já valeria uns três parágrafos inseridos assim, de relance, em qualquer crônica. Mas ele é muito mais que isso.

Quando uma pessoa dá sinal para subir e está fora do ponto, ele pára e a apanha, pois sabe que só há dois carros na linha e que cada um passa a cada trinta minutos. Se alguém pede para descer, desce na porta de casa, ou no lugar mais conveniente, mesmo que este não seja o ponto. No meu caso, há um detalhe importante: por causa da minha condição sorológica tenho relativo direito a transporte gratuito, desde que o médico que esteja me atendendo dê um laudo, mesmo que tergiversando os fatos, onde conste pelo menos uma doença oportunista, como a toxoplasmose, por exemplo (um portador de HIV, para andar de ônibus ou metrô de graça em São Paulo, precisa estar mortalmente doente, por assim dizer). Neste ano infeliz o médico que vinha acompanhando meu caso se negou a esse laudo em nome da ética médica; a mesma ética dos transplantes (morte cerebral para quem não tem vida fiscal)... Ora, vivo em dificuldades financeiras. Apesar de o Estado dar a maioria dos remédios, sempre tenho que comprar alguns, especialmente o Rohypinol, e lá se vão, só aí, noventa reais por mês. Eu não tenho, sempre, recursos para pagar a passagem. Assim, o que me resta é o expediente de usar a carteira vencida e incorrer em crime previsto no Código Penal com o nome de artigo 171: estelionato. Se eu for apanhado usando a carteira porque não posso pagar ônibus serei preso pela polícia, que dispensa apresentações, e julgado por um juíz qualquer, um desses que ameaça fazer greve porque não admite ganhar menos de dezessete mil reais por mês... Tal juiz me condenará a quatro anos de prisão “em nome da Lei.”

Mas com esse motorista eu não corro tal risco. Ele não me pede para ver nada. Viu apenas uma vez, sacou que a carteira era velha, piscou para mim e disse-me que não a mostrasse mais. Sempre pára na porta do meu prédio. Eu agradeço, desejo um bom serviço (melhor impossível) e escapo de correr o risco. Pelo menos nesse percurso. Nos outros...

Mas o que importa é a maneira como ele se conduz. Outro dia vi uma senhora muito idosa tentando subir ao ônibus sem sucesso. E lá foi ele: desceu de seu posto, saiu do ônibus, auxiliou a senhora e voltou ao seu trabalho. E eu não terminaria de escrever se fosse contar tudo o que já vi esse homem simples, a quem a vida deu um ofício humilde, com um salário pífio, fazer por seus semelhantes.

E sempre com um sorriso no rosto. Ontem, este era o texto esquecido, ele estava indo para o ponto final quando me viu. Parou e perguntou: “Vai pra Santana?” Acenei que sim. “Então sobe que não tem outro carro. Pelo menos não fica aí em pé, esperando.” É de uma bondade sem limites.

Foi então que eu descobri, num papo mais longo, que ele está nessa empresa há 19 anos e que há 12 anos faz o percurso Santana–Vila Aurora, Vila Aurora–Santana. E, naturalmente, conhece todos no bairro. Viu crianças que passavam por baixo da roleta crescerem e se fazerem adolescentes; viu casais se conhecerem dentro de seu carro e casarem; depois viu, com tristeza, que alguns não duraram... Uma vida inteira dentro de um ônibus percorrendo um trecho de 15 quilômetros, ida e volta.

E eu pensei que o universo de um homem é sempre do tamanho de sua alma. Um outro qualquer passaria por ali em branco, sem deixar marcas, sem sequer ser reconhecido, fazendo apenas aquilo para que é pago: conduzir um ônibus.

Mas esse homem, esse homem não! Esse homem adicionou candura, bondade, diligência, compreensão, companheirismo, amizade e, no fim das contas, é imprescindível na vida das pessoas.

Digo isso, atesto e dou fé.

Nesta semana, a empresa em que ele trabalha foi vendida. Sempre há o risco de mudanças.

Nós, os precavidos moradores da Vila Aurora, já tomamos providências.

Há um abaixo-assinado circulando pelo bairro, exigindo que ele seja mantido na linha.

Quando eu assinei, ontem, já passavam de duas mil as assinaturas.

Deve chegar facilmente às cinco.

Ainda não sei de sua historia. De sua vida. Mas ainda vou pegá-lo de jeito para saber do casamento, que espero seja feliz, dos filhos, que espero tenham a mesma índole, pois não faltou exemplo, e dos netos. Depois, vou desejar a ele uma vida muito longa e que ele possa, ainda, ao fim de tudo, ver sua estirpe perpetuada num bisneto que deverá levar o seu nome, para que ele não seja esquecido jamais...

Era este, como disse há pouco, o texto que ia me esquecendo de escrever.

Ainda bem que lembrei. Um homem como esse me faz ter esperanças na humanidade.

 
 


 
     
   
   

 

 

Algumas vezes eu procuro entender o mundo. Só para constar, a casa da mulher que nunca pára de lavar roupas está completamente às escuras. Deve ser por causa do culto que vi em uma certa igreja aqui perto. Tenho a impressão de que vai ser uma noite de vigília, sabe Deus por quê...

Mas entender o mundo é muito complexo. Melhor eu tentar começar por tentar entender a mim mesmo. E é o que tenho feito com algum empenho já há algum tempo sem muito sucesso. Por isso, aliei aos esforços de minha psiquiatra uma psicóloga: Éline.

E pela primeira vez consegui me entender com uma psicóloga. Cheguei à terceira consulta. Não que as outras fossem más em seu ofício de deslindar almas. Eu é que não me adequava a elas e, assim, raramente ia à terceira consulta.

Com Éline, está sendo diferente. Éline consegue me ouvir com os ouvidos e a alma. E consegue compreender um pouco do que se passa nesta tempestuosa alma que vos escreve besteiras o tempo todo para dar vazão à própria inquietude.

Assim, começo a entender que a minha corrida louca pelo sexo não era mais que uma busca inconsciente pelo afeto que me foi sonegado em anos e anos de vida nas ruas. E, mistério dos mistérios, eu abandonava as fontes de afeto, com algumas exceções, imediatamente após receber o afeto.

Essa era a minha forma de vingança simbólica contra quem me sonegou afeto, amparo, abrigo, carinho e todas essas coisas miúdas que fazem parte das nossas necessidades mais básicas...

E de vingança em vingança, de crueldade a crueldade, eu enchi um vale de lágrimas...

Todavia, eu não sabia o que fazia. Apenas fazia, mecanicamente, o que meus instintos mais básicos ordenavam.

Dessa forma criei, para mim, uma multidão de fantasmas emocionais e um labirinto de hipóteses.

Eu fico preso, por mim mesmo, ao campo das possibilidades.

“E se...?”

Como teria sido, se não fosse. Dizem que o futuro do pretérito a Deus pertence.

E Deus, que tem me socorrido das mais variadas formas, me sonega esta resposta. É justo. Um pai ensina a seu filho apenas aquilo que ele julga que o filho possa assimilar sem choques...

E, pelo visto, ainda não estou pronto para as respostas. Até porque são muitas as perguntas e as respostas, temo, não serão, sempre, agradáveis de se ouvir ou constatar.

Éline e Valéria, minha psiquiatra, me chamaram à atenção para um fato simples: porque eu vivenciei a coisa como uma tragédia moral, não significa que a outra pessoa assim o sentiu. Talvez, para ela, não represente nada. E esta é uma grande verdade. Entretanto, há aquelas que me deixaram claro que eu fui o desastre de suas vidas. E o fizeram com palavras e atos (a maluca que se jogou do segundo andar de um prédio e está paraplégica é uma destas; e é uma culpa da qual não posso me eximir: eu dei curso àquele gesto).

Estas, por menos que sejam, já me pesam muito e, para que eu deixe a consciência menos suja é preciso que eu faça muita coisa pelo mundo que não consigo entender.

Mas, como já disse, é preciso, antes, que eu entenda a mim.

E parece que começo a me compreender. Hoje sei porque consigo amar meu pai que me espancava e não consigo perdoar minha mãe que me abandonou. Eu e ele temos algo em comum: nós dois fomos abandonados pela mesma mulher.

Ele a chama vagabunda. Quando disse isso repliquei que ele dormiu com ela durante dez anos.

De alguma forma a defendi. E muitas vezes tentei algum contato, alguma forma de restabelecer os laços entre ela e eu, mas, infelizmente, ela não correspondia a nenhum movimento. Ao fim de tudo, esgotado emocionalmente, dei a ela a mesma moeda que me dava sempre: a indiferença.

O último gesto que tive para com minha mãe foi transferi-la de um hospital precário (depois de uma briga infernal onde ameacei a diretoria do hospital com o Conselho Federal de Medicina) para o HC, onde a deixei para salvar-se ou morrer. Dei à minha meia-irmã Cecília uma dúzia de números de telefone e vários endereços de e-mail. Nunca soube o que aconteceu. E nunca mais procurarei saber.

Fica entre ela e Deus. Posto que acredito em Deus.

Enfim, começo a me compreender e, ao que parece, isso é bom.

Sei que é apenas a terceira consulta, o terceiro diálogo e que muita coisa ainda vai sair desta cabeça... Sei, também, que vai doer. E avisei a Éline que cuide bem disso, pois é meu Universo Interior que estará sendo aberto para ela. E muita coisa vai doer barbaramente.

É a dor de viver; curioso é que a vida não precisa ser dolorosa, mas para mim dói...

Não há semana em que eu não pense em suicídio como alternativa válida para o “porvir”... Sei como acabam as pessoas que vivem com o que eu vivo. Hoje vi mais uma delas, uma ruína humana em condições deploráveis... E eu sempre me pergunto quando será a minha vez. E como será a minha vez. E quem estará comigo quando for a minha vez. E se eu poderei suportar com dignidade e honradez os últimos lances do meu jogo...

Não tenho resposta para estas perguntas. E tenho tantas outras perguntas a fazer...

Tomara que eu tenha tempo, ao menos, de me compreender.

Assim, pelo menos, minha passagem pela Terra não terá sido vã.

A casa em frente à minha janela continua apagada...

 
 


 
     
   
   

 

 

O que se pode dizer de um dia que começa às sete e meia da manhã e insiste em durar até as três e quinze da madrugada?

Pode-se dizer que não é dia de boa família. Um dia de boa família começa às cinco da manhã e acaba às dez da noite.

Parece-me que os dias de boa família têm me abandonado; creio que não me farão falta, visto que não sou mesmo de boa família.

Ah!!! Bons tempos esses em que havia "boas famílias".

A boa família levantava cedo, com o cantar do galo e dormia muito cedo, logo depois das galinhas.

Lembro-me de que, quando criança (alerto a todos que fui criança), estive em um desses sítios de onde não se deve arredar o pé jamais.

Faz muito tempo, e as reminiscências desses dias se apresentam difusas, meio que acinzentadas (um dia hei de explicar a todos esse meu mecanismo de memória que não lembra o que comi ontem mas guarda filmes coloridos do que se passou anos atrás e que vai perdendo as cores, conforme o tempo os afasta, como numa aquarela...)

Lembro-me de um cata-vento que girava sem parar, pois ventava sem parar, que servia para bombear a água de um poço.

Era muito alto esse cata-vento e foi preciso uma equipe para me resgatar lá do alto. Sempre atrás da já referida cidade (aquela, de algodão doce, nas nuvens)...

Houve muita imprecação, muito riso, muitos cascudos, pois tal aventura poderia não ter acabado muito bem.

Lembro-me vagamente de um queijo imenso, que devorei com a simpatia de todos, pois era um menino e meninos devem comer queijos à revelia.

Havia também alguns cachorros. Todos imensos, maiores que eu, ótimos para cavalgar; alguém tentou me introduzir um potro como meio de locomoção. O potro não gostou de mim e eu, dele, muito menos. Os cachorros, não sei por quê, talvez por reconhecerem em mim um "filhote", tinham desvelada paciência em me suportar os doze quilos, talvez mais.

Mas eram hábeis esses danados. Ao fim da tarde, uma senhora que não me vem o nome à memória chamava-os e dava uma ordem.

Era iniciada uma verdadeira caçada. Eles agiam em grupo, para espanto de todos e minha completa indiferença de menino, separavam um frango cuidadosamente, cercavam-no, apanhavam o infeliz e, pouco depois, ele estava na panela...

Mas houve, em tudo isso, algo muito interessante.

Este que vos fala, não tendo nada a fazer senão "meninear pela ai" decidiu-se a perseguir pintinhos, todos minúsculos e piantes, rápidos, inalcançáveis...

Lembro me bem disso, agora, e posso me ver, como se eu mesmo estivesse atrás de mim, filmando aquela cena em que um menino, eu mesmo, ziguezagueava de um lado para o outro atrás de pintinhos. Havia um chiqueiro por ali, pois me lembro de porcos, e havia cavalos também, pois me fora apresentado um potro; acima de tudo isso, havia uma galinha, Mãe de Todos os Pintinhos que, indignada com minha perseguição a Seus Filhos, partiu em meu encalço, asas abertas, buscando equilíbrio, e cacarejando como louca.

"có có có có có có có".

Inútil dizer que no mesmo ritmo que perseguia fugi, esbaforido, buscando abrigo em minha mãe.

Houve um confronto. Eram duas mães, muito diferentes, é claro, ambas interessadas na proteção de seus rebentos.

Creio que houve um acordo mudo entre ambas:

Mantenha seu filho longe dos meus e eu não bico o seu.

Foi um acordo justo e a única parte que não foi cumprida foi a minha.

Três e meia da manhã. Daqui a pouco alguns galos começarão a cantar, impondo seus desígnios à multidão que vive em volta deles.

As boas famílias estarão acordando em seguida, ordenhando vacas, fazendo manteiga, assando pão...

É tempo, preciso dormir, ou vou escandalizar as boas famílias...

 
 


 
     
   
   

 

 

... desci as escadas rolantes do metrô na praça da Sé e embarquei no primeiro trem, com destino à estação República.

É um trajeto curto, duas estações. Anhangabaú e República; uma viagem de cinco minutos, no máximo. Entrei distraído e distraidamente apanhei um fragmento de conversa:

“Nós vamos descer logo, pode ficar sentado.”

“Eu também vou descer logo e já não faz sentido sentar-me novamente.”

Era um senhor, visivelmente agastado com uma situação tão corriqueira. Parou diante de mim, meio que de lado e pude observá-lo (tenho esse hábito infeliz de observar pessoas, que deve ser a origem deste outro hábito infeliz, o de escrever mal). Vestia uma camisa azul com gola rolê e, por cima dela, aberta, uma camisa cuja estampa é digna de Kubanacan; as calças e os sapatos eram brancos. Pensei: “Ele é daqueles tempos em que a boa malandragem usava sapato branco. Importa informar que cafetões também usam sapatos brancos e não são considerados bons malandros...”

Usava também um belo relógio e portava uma pasta transparente, repleta de partituras, a que eu podia ver eram muito bem elaboradas. Natural que eu deduzisse que se tratasse de um músico. Afinal, eram quase dez da noite e um homem com uma pasta repleta de partituras num trem do metrô só pode ser um músico a caminho de seu trabalho. O trem parou, as portas se abriram e ele desceu. Bingo! A região do Anhangabaú ainda tem alguns bares com música ao vivo. O homem partiu e eu poderia esquecê-lo.

Mas não esqueci. Ao contrário, me perguntei se ele, naquela altura da vida, devia ter uns sessenta invernos, tocava por amor à música, por vício ou por necessidade. Nunca saberei responder a esta pergunta. Talvez eu dê um plantão na estação Anhangabaú à espreita de encontrá-lo e seguí-lo para saber ao certo...

E de repente me dei conta de que ali ia uma pessoa com uma possível história, e alguns lances já previsíveis.

Certamente ele tem ou teve uma família.

Algum dia, em sua vida, deve ter surgido uma moça com olhos de garapa ou jade, que seqüestrou seu coração. Enamoraram-se, noivaram e casaram-se.

Arrisco dizer que tiveram um casal de filhos, que foi criado com todo o primor.

E arrisco dizer que este casal de filhos se transformou em duas novas famílias. Assim, transformo meu malvestido músico em um respeitável pai e avô.

Pensei nas alegrias e tristezas que ele pode ter tido. Procurei imaginar que instrumento ele toca (timba não é, pois não precisa de partitura), se toca bem, o que toca, se as pessoas gostam de ouvi-lo tocar, se dançam de rosto colado quando ele toca músicas românticas ou se ele, enfim, era apenas um emissário, encarregado de entregar as partituras a um músico de verdade que não usasse gola rolê; o que não desfaria todo os liames de possibilidades que emprestei à sua vida por absoluta falta do que fazer...

Foi aí que me dei conta que já estava na estação Santa Cecília, uma adiante da que eu deveria descer...

Essa minha mania de divagar ainda vai me levar pro Alasca...

 
 


 

 

     

 

 

Claudius
É ex-DJ na noite paulista e contraiu HIV não sabe onde. Sabe apenas que tinha muitas namoradas. Hoje mantém um site – www.soropositivo.org – voltado à prevenção à Aids e à recolocação dos portadores de HIV no mercado de trabalho. Sonha em fundar uma ONG cujo projeto está registrado no sétimo Cartório de Registro de Títulos e Documentos da capital paulistana (Rua 15 de Novembro, 251 Centro. Fone (11) 3106 1010), sob os números 1067081 e 1067082. Até hoje a ONG não foi fundada por falta de recursos.