In Memoriam de Waly Salomão (5.5.2003)      

 
   



Morreu o Salomão Bahiano sírio de Jequié
Das epifanias rebeldes
Onde está o Waly?
Transformou cuscuz em poesia pedrês
Fermentou a verborragia de arames
Fez das tripas barracão e, Saravá, Navelouca
Pegou a palavra pelo pé na cozinha afro-areal dos andaimes-coragens

Morreu o Salomão Bahiano sírio de Jequié
Cigarra em saaras tropicais
Onde está o Waly?
Foi cantar noutra freguesia sideral
Atrás do crio elétrico como um vampSer
Espremer acnes celestiais na face dos dilúvios
Muito pelo contrário em si mesmo salinas com encantários bisotês

Morreu o Salomão Bahiano sírio de Jequié
Tamanho e documento
Onde está o Waly?
Agora mistura bossa-and-rol vésper com
Alka-seltzer-ausência tipo Lado B quirera
Restropicalha pop com angu de brasileirices
Sua poesia (cactus-vítreos) tomou licor de ausência banzos-sucrilhos
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Ficamos todos órfãos de seu balaio de recolhes flagramenthus
Restamos todos alices sem leminskis e mandorovás-camaleões
Atirando o pau no guarda dos ditames catamarãs neoliberais
Pimenta nos olhos de Deus são óreganos, pixains & jazidas.

 
 

  
 

     

 

Silas Corrêa Leite
Poeta, educador, jornalista. Pós-graduado em Literatura, Comunicação, Relações Raciais e Inteligência Emocional. Autor de Trilhas & Iluminuras, poemas, Editora Grafite (RS), 1995. Autor dos e-books (livros virtuais) Ele está no meio de nós e o pioneiro, de vanguarda e único no gênero chamado O Rinoceronte de Clarice – onze ficções fantásticas com três finais cada, um feliz, um de tragédia e um politicamente incorreto, (mais de 60 mil downloads), ambos no site www.hotbook.com.br/int01scl.htm

Site pessoal:
www.itarare.com.br/silas.htm