Para o chá das cinco que começava às três, reunião promovida pela amiga Bromélia em comemoração dos tempos juninos de 2003, a família reuniu-se e encaminhou encarecido pedido ao Samuel: pelo amor de Deus, que preparasse a delícia das delícias, aquele pão dourado de mandioca cujo perfume inunda a vizinhança quando sai do forno.

Samuel, amante dos doces, bolos e outros quitutes, um gourmet de primeira mão, não precisou ser convencido por muito tempo. Já na sexta-feira comprou as mandiocas e preparou-as, no sábado anunciou que sim, levaria o bendito pão ao chá junino e, no domingo, lá pelas duas da tarde, colocou-o no forno.

Foi uma entrada triunfal na casa da Bromélia. A família em cortejo seguindo Samuel, que, à frente, carregava o imenso pão, cujo aroma enlouquecera a família na vinda, no carro. Cerimoniosamente, foi descoberto e colocado em lugar de honra à mesa.

É bom que se diga que ninguém, entre os presentes, esperou as cinco horas para começar a comilança. Na verdade, às cinco o pão já estava pela metade e tudo indicava que não duraria até as seis. Não houve preocupação alguma com os retardatários. Afinal, para quem se atrasasse, havia os bolos de mel e de maçã da Bromélia, intactos.
 

 
     
 


Ingredientes:

  • 1 prato fundo de mandioca bem cozida
  • 1 ½ copo de leite
  • 1 ½ tablete de fermento
  • 5 ovos – 4 para a massa e 1 para pincelar por cima
  • 1 k de farinha de trigo
  • 1 xícara de margarina derretida
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 colher de sopa de sal

Modo de fazer:

  • Em meio copo de leite misture o fermento com duas ou três colheres de açúcar e deixe crescer por mais ou menos 15 minutos.

  • Misture em seguida todos os ingredientes, amasse e sove bem.

  • É normal a massa não ficar muito dura.

  • Deixe crescer novamente, por cerca de uma hora.

  • Bata ligeiramente o ovo restante, adicione um pouco de açúcar e pincele o pão.

  • Leve ao forno quente (180º).

 

   
           

Samuel Fernandes
É um sagitariano típico, amante de boa mesa, boa música e bons papos.