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Uma vez gostado queria que todos provassem. A primeira pessoa que pediu a receita me chamou pra ir numa reunião em casa dela no domingo à tarde. Seria um chá das 5 h, servido às 3 h, com direito a sanduíche de galinha fria ao estilo de Agatha Christie. Bem, o convite, a oportunidade de passar adiante minha receita, tudo muito bom. Mas não tenho queda pra detetive, melhor me prevenir e arranjar uns galhinhos de arruda, espada de S. Jorge e coisa e tal. E foi assim que fui ao tal chá das 5 servido às 3, pre-o-cu-pa-da. Alguém seria assassinado? Oh! Dúvida cruel. Na porta do apartamento me vejo de mãos vazias. E o chá? O pessoal tava contando com ele. Pode ser que a dona da casa tenha os ingredientes. É muito pouca coisa. Uma chaleira de água – um maracujá grande – um pedaço de gengibre, e só. A porta se abre, cumprimento o pessoal e... Bem que tentei enrolar dizendo que fui assaltada no caminho, que o maracujá se recusou a sair do pé enquanto não terminasse o domingo. Não adiantou, fui motivo de risadas. Ai encarei: – Ó, esqueci, você tem essas coisas aí?
Tinha sim, mas um tal de
maracujá africano. Parecia uma bola de futebol americano, um pouco
menor, espinhudo. Saí pra comprar os ingredientes, afinal, não teria
coragem nem de abrir o pseudo porco-espinho, embora amarelo. |
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Modo de fazer:
Fica um perfume delicioso na casa. Esperem, aconteceu um assassinato
sim. Maria Izabel
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Sou Maria, de Maria Izabel, novata no ofício da escrita. Moro em SP e trabalho com alfabetização de adultos, e acho que é só. |