“E um pouco menos do que treze pessoas se
sentou ao redor da mesa para beber do chá.”

 

 

 

 

Deu-me na veneta de fazer um chá das cinco. Fiz convite e enfeitei minha casa com bandeiras e lanternas porque era um Chá Curturá para saudar a abertura das tão brasileiras festas juninas, no dia 1º de junho. Certo, devo reconhecer, queria era afastar as névoas, assombrações e quebrantos que vêm tomando posse das almas de certos segmentos da população, especialmente aos domingos, precisamente ao iniciar-se o cair da tarde. Oh! melancolia brava que faz a gente bambear entre chegar logo a segunda ou querer voltar à sexta ida! Mas também nada tão grave ou absolutamente intransponível que nós, seres humanos, pessoas historicamente determinadas dentre a multidão sem fim, não possamos enfrentar. Assim, no meu chá das cinco que começou lá pelas quatro, amigas e amigos convidados, servi vinho do Porto, sucos, água, refrigerante, cerveja e também chá, por que não?

De tudo que enfeitou a mesa, o melhor “comes” foi sem dúvida o pão de mandioca que Samuel fez e ele e Lydia, com a Liz e o Marcos, para o chá trouxeram. Enorme, redondo e dourado, parecia um sol no meio da tarde e da mesa. De minha parte, servi dois bolos, um de maçã, outro de mel, que permaneceram intocados. Ninguém comeu... De toda forma, se alguém quiser se aventurar, encaixoto a receita do de maçã.
 

 
     
 


Bolo de Maçã


Ingredientes:

  • ½ xícara ou 125 gramas de manteiga
  • ¾ xícara ou 125 gramas de açúcar
  • 3 ovos
  • 1 ½ xícara de farinha de trigo ou 200 gramas
  • umas 3 ou 4 gotas de baunilha
  • 1 colher de sopa cheia de fermento em pó
  • 3 colheres de sopa de leite (mais ou menos)
  • 750 gramas de maçãs descascadas e cortadas em fatias (mais ou menos 4 maçãs de porte médio para grande)

Modo de fazer:

  • Bater bem todos os ingredientes – menos a maçã. Eu começo sempre pela manteiga e açúcar porque um lambuza outro e outro derrete um. Depois ponho os ovos, bato, bato, até ficar uma massa amarelinha, quase branquinha. E depois vou colocando o resto: o fermento, a baunilha, a farinha, o leite. Evito pegar o leite gelado. Ou uso em temperatura ambiente, ou dou uma ligeira amornada.

  • Os mais ou menos, referidos na lista acima, são deveras mais ou menos. É certo que os vidros de baunilha apresentam bicos com buraquinhos diversos, assim o que seriam três gotas para um, podem bem ser 4 gotas para outro. O que representava em termos de quantidade cabente numa colher de sopa que minha mãe usava, de certo era bem mais do que cabe numa colher de sopa de talher avulso de liquidação, com seu metal fino, cujo cabo verga com a pressão da mão.

  • Mas tudo isso são observações de somenos importância para a concretização do bolo.

  • Feita a massa, que não será uma massa em grande quantidade, colocar numa fôrma – previamente untada e polvilhada com farinha – com buraco no meio. Não fique impressionada/o. A massa não é muita, mas cresce bem.

  • Por cima colocar toda aquela maçã fatiada. Vai parecer que é um montão. Mas no fim, não é. Não se abale, portanto. Não fique achando que é muita maçã para pouca massa. Acima da maçã, polvilhar com canela em pó e açúcar.

  • Levar ao forno previamente aquecido, sempre com a atenção voltada para a intensidade do cheiro do bolo na casa, como já mencionado quando da Bacalhoada da Bromélia.

 

   
           

Bromélia Maria
Aventureira nas artes gastronômicas,
é paulistana com algumas marcas de queimado nos dedos.