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Deu-me na veneta de fazer um chá das cinco. Fiz convite e enfeitei minha
casa com bandeiras e lanternas porque era um Chá Curturá para saudar a
abertura das tão brasileiras festas juninas, no dia 1º de junho. Certo,
devo reconhecer, queria era afastar as névoas, assombrações e quebrantos
que vêm tomando posse das almas de certos segmentos da população,
especialmente aos domingos, precisamente ao iniciar-se o cair da tarde.
Oh! melancolia brava que faz a gente bambear entre chegar logo a segunda
ou querer voltar à sexta ida! Mas também nada tão grave ou absolutamente
intransponível que nós, seres humanos, pessoas historicamente
determinadas dentre a multidão sem fim, não possamos enfrentar. Assim,
no meu chá das cinco que começou lá pelas quatro, amigas e amigos
convidados, servi vinho do Porto, sucos, água, refrigerante, cerveja e
também chá, por que não?
De tudo que enfeitou a mesa, o melhor “comes” foi sem dúvida o pão de
mandioca que Samuel fez e ele e Lydia, com a Liz e o Marcos, para o chá
trouxeram. Enorme, redondo e dourado, parecia um sol no meio da tarde e
da mesa. De minha parte, servi dois bolos, um de maçã, outro de mel, que
permaneceram intocados. Ninguém comeu... De toda forma, se alguém quiser
se aventurar, encaixoto a receita do de maçã.
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