Em meu corpo me abandono
o espírito se aquietando...
Vagam só os pensamentos
no mais profundo silêncio.
Em mundo mais que profundo
profundamente adormeço.

Abrindo a porta do sonho,
você entra e devagar
pé-ante-pé procurando
mas sabendo onde estou,
a mão estende e me leva!

Flutuando de mãos dadas
andamos por entre flores,
entre sorrisos e beijos
passeando a fantasia...

Já que o tempo não conta
e os minutos são eternos,
será preciso voltar?
O mundo é real lá fora...

Fecha-se a porta, abro os olhos
meu amor, volto a viver
preciso continuar.
Espera-me um pouco, eu peço,
depois eu volto a sonhar...

 

 
  
 


 
 

 

Magda Helena Gomes 
É pedagoga em Minas. Escreve muito por dever de ofício, e suas obrigações com o magistério a põem em contato com textos de alunos em concursos de poesia, dos quais participa como julgadora. Somente agora, por sugestão de pessoa amiga, resolveu enviar a O Caixote alguns poemas que escreveu, o que fez mais como exercício de sensibilidade poética. É também pianista.

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