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Nos classificados
das gazetas, do coração e dos gestos banais,
por informações e cartazes providenciais,
corremos milhares de imóveis,
árvores recifenses colossais.
Comuns, incomuns,
aéreas, inconvencionais,
nos logradouros e praças gerais,
sobretudo nas especiais:
Chora Menino, Derby,
Casa Forte, Entroncamento
Casuarinas, do Carmo,
e em outros cantos mais:
Poço da Panela, Sítio da Trindade,
e em áreas próximas de manguezais.
Enfim, em todos os canteiros municipais
constantes dos regulamentares anais.
Mas nos fixamos num tronco
que tem traços imateriais,
na Praça da Jaqueira,
nas proximidades de muros coloniais.
Nos apropriamos de um pé de pau
dos que já não se fazem mais,
com galhos e folhagens especiais.
E ali instalamos nossa casa.
Sala, banheiro, copa e cozinha,
quartos de enormes vitrais,
cercados, em cada esquina,
de verdejantes, discretos beirais,
para o canto de passarinhos:
rouxinóis, canários, pardais.
Divisórias de madeiras com pinturas e murais,
chuveiro de pingos coloridos
e pisos de tábuas artesanais.
Recantos de sombras e sons
para melodias outonais.
Baú para camisolas e mesa para castiçais;
rede, quartinha, ternura,
caneca de flandres, pote de barro e carinho,
e mais brebotes domésticos gerais,
desses bons e simples objetos
que fazem a felicidade
de apaixonados casais.
E o que mais?
Tudo que singela e decentemente,
Sem alardes descomunais,
Pode abrigar e conter
Um amor grande demais.
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