Ah, a angústia de chegar já possuído
pela incerteza sólida de amar
quando parece a vida se estancar
sem que o mundo real tenha vivido...

De angústia ensandecido, ouço rosas
pedindo ao ingênuo amor que não pereça,
vá por caminhos longe, onde esqueça,
o tormento das faces enganosas...

Vejo sombras na sombra...É nostalgia
que assalta o coração desalentado
chamando, reclamando novo dia

sem a face dos mortos do passado,
sem a mórbida, dolente rebeldia
de possuir o que nos foi negado!

 

 
  
 


 
 

 

Juca de Melo 
Nascido em Brasília, MG, (nome surrupiado para batizar a Capital Federal), é poeta bissexto. Desde a juventude faz versos para consumo próprio, satisfazendo-se mais como ledor de poesia... É jornalista profissional; ocupou, em Belo Horizonte e na cidade onde reside, todos os cargos de redação: repórter, noticiarista, articulista, diretor, editorialista. Não tem livros de poesia publicados. É a primeira vez que submete seus textos poéticos à apreciação do leitor, por influência de Lizete Mercadante Machado e da sopa de letras.

jucademelo@terra.com.br