Eu sou meu enquanto vivo
da ternura que me dás...
Amanhã me amarás?
Pergunto sem ter motivo...

Em mim vives, viverás.
Meu sonho te é cativo.
Vives em mim porque vivo
assim nunca fugirás.

Acordo. Pergunto agora:
- amanhã se vai embora
o amor que amanheceu?

Doce aurora em pré-amar...
Se essa ilusão se acabar
eu não quero mais ser meu...

 

 
  
 


 
 

 

Juca de Melo 
Nascido em Brasília, MG, (nome surrupiado para batizar a Capital Federal), é poeta bissexto. Desde a juventude faz versos para consumo próprio, satisfazendo-se mais como ledor de poesia... É jornalista profissional; ocupou, em Belo Horizonte e na cidade onde reside, todos os cargos de redação: repórter, noticiarista, articulista, diretor, editorialista. Não tem livros de poesia publicados. É a primeira vez que submete seus textos poéticos à apreciação do leitor, por influência de Lizete Mercadante Machado e da sopa de letras.

jucademelo@terra.com.br