Meu amor, eu dou-te menos
que um aperto de mão.
São gemidos tão ingênuos
desse andejo coração!

São rimas pobres e nuas
em versos que nem são meus...
Mas parece que são luas
suspensas na mão de Deus.

É pensamento que brilha
quando a ti somente vejo
mulher saudosa na ilha
onde escondi meu desejo...

Aceita, pois, o repente
que mando só por mandar,
e parecer diferente
esse meu modo de amar...

 

 
  
 


 
 

 

Juca de Melo 
Nascido em Brasília, MG, (nome surrupiado para batizar a Capital Federal), é poeta bissexto. Desde a juventude faz versos para consumo próprio, satisfazendo-se mais como ledor de poesia... É jornalista profissional; ocupou, em Belo Horizonte e na cidade onde reside, todos os cargos de redação: repórter, noticiarista, articulista, diretor, editorialista. Não tem livros de poesia publicados. É a primeira vez que submete seus textos poéticos à apreciação do leitor, por influência de Lizete Mercadante Machado e da sopa de letras.

jucademelo@terra.com.br