Versos amantes
 

Meus versos brotam, eu não os faço
São como orvalho, suor de auroras
Surgem das noites como fantasmas
De longo sonho apaixonado.

São o retrato de minha vida
São mais que isso, são a minh'alma
São os meus gritos, os meus suspiros
Amargo pranto de uma vitória.

Eles restaram tão demorados
De amor-viver do meu passado
São como aves, partem no inverno
Mas voltam sempre ao ninho amado.

São como estrelas, brilham serenos
Sem se ocupar que o mundo os veja
Só os poetas, loucos amantes
Os sentirão num mesmo instante.

São meu refúgio, meu universo
Ocupam o espaço que o amor deixou
Na amargura de um corpo só
São amplidão de ouro em pó.
 

 


 

 
  

     

 
 

 

Cibeles S. L. Puglisi 
Depois de olhar os homens, sublimo nas estrelas. É por isso que escrevo, gosto de perceber os comportamentos e deles extraio emoções. Foi o que aprendi do amor, nesses sessenta e oito anos em que ocupo meu lugar no espaço cósmico. Graduação e Licenciatura em Filosofia conquistei aos sessenta anos, tenho três netas, um neto e três filhos. Para eles e para meus alunos deixo de herança o desejo da liberdade que vem da cultura como meta de vida. É só.

cibelese@iconet.com.br