Esta CORRENTE DE SÃO BALAÚSTRE é um típico achado de fundo de gaveta. De um tempo em que computador era chamado de "cérebro eletrônico". 
Recorte de jornal (provavelmente o Correio Brasiliense) onde não aparece autor ou data, no pedaço de papel mal rasgado. Tomei a liberdade de roubá-lo e, mais que isso, mexer e modificar alguns trechos. Não espero perdão, apenas aproveito a oportunidade de acrescentar mais esta à Internet e despertar o ódio óbvio que, espero, resgate a indignação do verdadeiro autor.
 


Recebi e transmito aos leitores esta corrente, respeitoso, e mais, temeroso:
 

Culminâncias para o leitor e seus louvaminheiros batiscafos. 
É com a máxima urgência que lhe pergunto a razão ovóide de seu bursátil bíblico. Pois um convescote de alamares, ontem, na lapela do Ateneu com duas moringas cheias de aljôfares e um alguidar de contingências e me condoeu. Daí a eventualidade deste conubial correio, transmissor da corrente anexa, o que deu ensancha ao primo da tíbia de um alfandegário de Altiplano marcar um tento no Vasco, no último Fla-Flu.
Com ícones bávaros, seguite questo, signore, ou seja, devidamente avaliada, ei-la a:
  

 
 
CORRENTE DE SÃO BALAÚSTRE
(el padronero de los cuentra-bajos)

Despe-te de tuas pretensas grindélias, ó infiel, e pocia, digo, copia, com o pé direito – tendo cuidado, antes antecipado de amarrar seis dedos com crayon natier – esta usucapionada carta de São Balaústre, e envie-a sem mais demora a 13 co-estaduanos púcricos. Nove cópias para sambenitas têm que ser tiradas à luz de contra-regras, em temperatura sacarina roxa, em dia que não seja comemorativo da morte dos 100 mil cossacos gregos, ou da pugna dos semssacos bolívares. Para que não vacile, enumeramos abaixo alguns exemplos do que aconteceu, ou deixou de acontecer, aos que fizeram ou não fizeram o prescrito:

1 – Zambironi, lampadário-mór do assessor daltônico de Dóinomeu, na Etrúria Mais-Que-Perfeita, enviou 11 cópias e, como recompensa, conseguiu introduzir 11 cílios de helióptero no lumbago de uma duplicata, ganhando um alpendre de chave mestra e a Medalha Azul de Escafandrini.

2 – Dispéptico, lampadário senil do vizir daltônico de Rotundo, e sharife de Malacacheta, nas ilhas Barbitúricas, não enviou cópias e, como castigo, foi castrado quatro vezes e tropeçou num gerúndio quando andava de ábside, sofrendo violenta cãimbra na lapela e luxação na patela da pátria.

3 – Minhocárpio, provedor extra-numerário do condado Dado, província siamesa de Brucelox, distribuiu com presteza 15 cópias e, graças a isso, conseguiu curar-se da miopia crônica de uma panturrilha interna, vencendo ainda o sexto páreo do campeonato de Lançamento de Azinhavre de braguilha, ganhando o polpudo prêmio de 9 alqueires de empadas de ampulheta e 14 polegadas de prótese com aniz.

4 – Lafran Hudo, tanqueiro eventual do pêndulo de Alcafrente, defronte Alcatraz, na Calábria Banida (vizinha desgraçada da Arábia Feliz), desobedeceu às determinações aqui contidas e foi compensado com a condenação de mascar 9 mosteiros sem limão e a enxugar 120 estribos de algibeira, contraindo violento sarampo de costela, que se agravou com a cárie no cronológo.

5 – Em compensação, Verborrágico Lacônico, massagista de cachorros de sarjeta terrier, que copiou e espalhou 200 correntes, foi aprovado com Distinguidas no concurso para diferencial de bibelô, galgando o elevado posto de cordonê de linotipo. Ordenado de 9 milkas de mirongas por bimestre anual.

6 – Finóhrio, telefonista chefe da piscina da Riotur, também vice-engraxate de camelô com quatro cilindros, seguiu à risca as instruções e casou-se com Quéops, uma pirâmide bastarda de um molusco do Sahara alexandrino, com Nefilibata, que matou com uma só dentada 16 minaretes, na célebre Bah, Talha usando apenas 8 porta-jóias de lonita em pé.

7 – Pitrêscatorzedezesseis, suspensor ritmado e hidrófilo 
da Axila gaulesa, zombou desta corrente e sofreu torcicolo da longarina precoce, afogando violentamente nove próstatas de fibra diuturna. Foi enterrado com 3 estribos de banana prata, 3 cachecóis e 23 minutos de brilhantina pura.

8 – Finalmente, Bandoneon, síndico intermediário e conselheiro de comportamento de Edmundo “quase do Vasco, de novo”, seguiu os ditames desta corrente e ganhou uma corrida de malvuras montado num premolar de fecho, percorrendo uma distância de 118 baionetas sem onetas, no tempo de 33 semicúpios. Foi premiado com: 16 baganas de datilógrafas ógrafas; 8 bagos de jaca absoluta; 30 caroços de lilases de pistão (sem tratorista); 10 tampinhas de seringa sem mulher 
e 11 sombras de cimentão rebocadas.

Patricule sentibus bolum et uridrama. Nutribum babavo. 


Post Scriptum:

Fica rigorosamnete proibido o envio desta corrente aos leitores d'O Caixote, sob pena de indescritíveis sofrimentos na terceira esfera da quadratura do remetente.

A redação

 

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