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nada há de mais estranho
que a natureza das pessoas,
na sua perplexidade,
na sua ignorância que não é santa.
é um encantamento,
uma decepção,
e uma surpresa.
umas, mistérios decifráveis
na sua limpidez.
outras, insondáveis abismos
com ecos a responder ao longe.
somos todos pequenos,
e nem nos apercebemos disso.
daí o paradoxo, o espanto,
e uma atração irremediável.
nunca saberemos dos desígnios,
se é que os há.
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