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IX
Em toda palavra, a solidão hesita.
Inescrita a vontade intentável,
a dita, inevitável, matriz esquecida
de passados vãos.
Dizer não revela o pensamento,
esconde o vazio...
Esse vazio imenso que eu fabrico
que me toma e me possui
como um amante sem mãos.
Em toda palavra, o não-dizer que diz.
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