Chamar-te amor, como se houvesse
premência de partir em barco e vela
no azul safira mar, rumo à estrela
cujo canto seduz, quase enlouquece...

Levar a só poesia e aquela
ânsia de viver que mais parece
grito de luar se a noite desce
despedaçando em sons uma aquarela...

Vagar na dimensão do azul mais puro
onde nascem os astros, parecendo
que o céu desceu bem rente deste muro...

Ver o abismo sorrir e o amor pudendo
beijar sem convulsão o rosto escuro
de quem inda não sabe estar morrendo...



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Juca de Melo

Nascido em Brasília, MG, (nome surrupiado para batizar a Capital Federal), é poeta bissexto. Desde a juventude faz versos para consumo próprio, satisfazendo-se mais como ledor de poesia... É jornalista profissional; ocupou, em Belo Horizonte e na cidade onde reside, todos os cargos de redação: repórter, noticiarista, articulista, diretor, editorialista. Não tem livros de poesia publicados. É a primeira vez que submete seus textos poéticos à apreciação do leitor, por influência de Lizete Mercadante Machado e da sopa de letras.

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