Por uma palavra,
Rasguei-me.
E aos pedaços
entreguei-me.

Escancarei os desejos
Deixei que violassem
Todos os meus umbrais.
E fiz do meu corpo
Dádiva.

Disse todas as palavras
As obscenas
As perdidas
As escondidas
Em troca de uma apenas.

E deixei que me tomassem
retalhos da alma

Em troca de apenas uma,
Uma palavra.

 

  

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Célia de Lourdes Amaral de Almeida
Nasceu em 1954.  Mãe de três homens. Socióloga por formação. Professora por opção, acredita que "mestre é aquele que, de repente, aprende...". Tenta, nestes dias que dizem ser de maturidade, a tecitura das palavras, para entender o que há 
por dentro. 

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