Noite sem lua sem tempestades e sem cativeiros,
com infinitos raios de luz matemáticos que constróem fantasias.
Teclados mouses e monitores que nos atam
e nos impigem a construção emotiva de realidades, virtuais

Sublime colcha de retalhos de nicks sedutores,
provocadores, carentes e reluzentes.
Pintura de poesias concretas de Sapos e Noéis.

Ponto de encontro dos sonhos, das sonhadoras e sonhadores.

Das intermitências dos reservados e dos tombos,
resgatamos Guevaras, flores, cães e deuses nórdicos.
Da perenidade dos chopps chatianos atamo-nos e atamos nós,
construídos com os lúdicos fios de luzes da ursa maior.

Na simultaneidade do teclar e do fiar, flutuando
Ursas, Cães, Red-Cats, Gurus, os normais, com ou sem chapéu
bebem da generosidade, da democracia, e das sombras do chat-espaço
liberam os íntimos escravos num movimento sutil, intenso e calmo

 

                                                               agosto/97

 


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senhora do vinho, do queijo e do desalento decepa à beça camisas e botões charles bourbon displantada do outro lado dormi comunanjo marcas não sou rapadura manhã de tesão vestir a mesa