vestir a mesa, desvestindo o passado.
toalha, minister, bourbon
tomates secos.
remontar estórias
e trajetórias,
amando com calma
e desorganizadamente,

preencher o ambiente,
cafeteira, balança,
quebra nozes, luz difusa.
desvendar calos, caos
elos e vincos
lidando com a transparência
e tamanha pressa no contestar.

vestir a cama, desvestindo o corpo.
travesseiros, lençóis
e ededron.
desnudar a alma, a calma
as dobras.
removendo pelo afeto
insegurança, medo e temor.

preencher o ambiente,
luz molhada difusa
sons cromáticos atonais.
percorrer o corpo, revelar
sensibilidades, sentir todos os odores
criando laços de prazer
cumplicidade e amor
desvestir a mesa, reclamando o futuro
quinta avenida, ilha da cité
malecon.
jogar com sombras, recriar fantasmas
pegar pesado.
instalando em nome do afeto
susto, laços e inquietação

recriar o ambiente
apesar dos ruídos, reflexos,
luzes doloridas.
compartir sentimento e corpo,
reacender sensibilidade.
impedindo que bobagens
entornem mel e fel.

sentar na mesa de um bar
no sabor, na cor e no suor de uma “original”
conceber
quantas vezes for necessário
um novo cenário
crescendo, já


outrubro/97


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senhora do vinho, do queijo e do desalento decepa à beça camisas e botões charles bourbon displantada do outro lado dormi comunanjo marcas não sou rapadura manhã de tesão nó das luzes da ursa maior