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Projeto “du” caralho,
acordar e ter onde pegar.
Dormir sem ter que sonegar
amor, paixão, emulsão.

Viajem sem ácidos, orgias de pele
temperadas em lúbricas vestimentas.
Sem calma, cigarro ou lamento...
Sinfônico empreendimento.

Projeto nebuloso, “du” horror.
Ficar perto e não ter direito a pele e odor.
Dormir de boca seca camuflando
ânsias, desejos... em estupor.

Tencionar sentimentos latentes e
pendentes. Retornar velhas chagas e calos,
em estranhos estremecimentos que eu lamento.
E me calo, e me ralo. Tortuoso empreendimento.

Projeto deslumbrante, esse nosso
de se amarrar sem cordas, sem nós, sem enrosco.
De indefiníveis contornos e retornos. Maximizando
o tesão, o prazer, o conhecer. Dialético empreendimento.

                                   

setembro/97

 


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senhora do vinho, do queijo e do desalento decepa à beça camisas e botões charles bourbon displantada do outro lado dormi comunanjo não sou rapadura manhã de tesão nó das luzes da ursa maior vestir a mesa