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Sou o suor, a
tremedeira, teu doutor, sou a
noite hospitaleira...
Sou
o encargo, o fardo, a farda, a tropa..
E tu quem sois???
És sol, és sóis,
és penumbra, ventania,
alfombra, és rede em noite de luar???
Ohhhhhh!!!!!! Um
alfaiate, uma agulha, uma tesoura, um trapo
por mais que se juntem não viram terno.
Um macho, uma fêmea,
tesão e paixão
por mais que se esfreguem, não se transformam em relação.
é
preciso trampo, vontade e uma idéia,
é preciso pano, pano pra manga...
conversa,
muita conversa, fino trato, fino status
estratos, coragem e cabeça em aberto pra se decepar
é
doce convergir, quero teu luar nas minhas hospitaleiras
quero tua penumbra tapando minha tremedeira
rede
pra minha tropa, sol pro meu suor;
quero costurar minha poesia na tua imagem
cabeça com cabeça, beiço com beiço.
divergir é mel, é cós, te ofereço meus desencontros,
as baionetas caladas na calada da noite
bisturi
pras tuas afetivas feridas, cânfora pra tua insegurança
tua agulha em riste pode me remendar;
tapar minha destemperança lacunar
aqui tens minha cabeça... é só decepar.
Novembro/98
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