Entre nãos e calmas amasso teu corpo lânguido e me refaço,

nos teus lábios delgados que recebem meus dedos, meus dentes,

me enleio. Me embriago do seu brio, bourbon e frio.

 

Me amarro, me agarro nos teus peitos assimétricos,

lúdicos, esculturais, e pudicos;

objeto subjetivo do prazer que me subjuga.

Sentada nas minhas coxas regozijo,

entre saltos, sustos, suores e licores.

Paro, peço calma, cigarro e contemplo tua mão

que acaricia, tangencia o meu pulsar, tênue e febril.

 

Bêbados na penumbra, bebo do nosso prazer,

enquanto me envolves em sorrisos, risos e gemidos.

No sol dos cafés me deixa com a boca seca.

El niño chegou! Há prazer virtual em se machucar?

Entre passos úteis e inúteis conflitamos e trafegamos

longe de obscenos otimismos. Entre James e Charles

me proponho e me disponho a enfrentar teu desafio.

Seu vento é capaz de cortar; serei capaz de costurar o vento?

 

Agosto/97

 


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senhora do vinho, do queijo e do desalento decepa à beça camisas e botões displantada do outro lado dormi comunanjo marcas não sou rapadura manhã de tesão nó das luzes da ursa maior vestir a mesa