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Procuro o iceberg raiva que fora de hora em meio a maremotos teimo em lhe mostrar; uso espelho, microscópio, lupa, bússola, analista e mapa, olho pra trás, pros lados pra dentro de mim e de você. Descubro no canto dos seus lábios transparente pedaço de gelo tímido, ávido pra se esconder. No visual, no laboratório, no tato, no prato, na cama, no fato, se mostra do mesmo material que meu iceberg emocional. Nos traços, marcas e ímpetos descubro amarras, amargas, ativas. Linha num pedaço de gelo, cabo de aço na massa fria e flutuante, A gente se segura na mesma insegurança afetiva.
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Março/98 |
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