Quando um dia a gente juntos
Estiver lá pra lá do além do além,
Lá pra onde o vento leva
Todas as lágrimas também...

Ah! Como eu quero chegar,
Como eu quero parar e amar sem sofrer,
Ah! Esse amor infinito
Que já quis morrer,
Então precisou renascer
Pra reencontrar-se também
E poder compreender
Donde tanta tristeza provém.

Oh! meu amor infinito,
Aquele abraço eu guardei,
Pra nunca mais te esquecer,
Sim, pra jamais esquecer
Que aqui te encontrei
E contigo sonhei,
Ah! Como eu ainda quero te achar
E como eu ainda quero sentir
Aquele calor
Tamanho
Que nem em todo o universo
Se poderá conseguir.

E nós poderemos,
Acredito,
Um ao outro então dizer vem,
Seremos só um, um nó,
Tudo e para
sempre, amém.

 


 
 
  
 

Quem te trocou fui eu
Pela primeira que apareceu, 
Troquei a indiferença
Pela esperança.

Quem te trocou fui eu
Pela primeira que apareceu.

Os meus últimos suspiros
D'amor sequer pressentiste,
Orgulhosamente silenciaste
Como quem depois do gozo dorme
E sequer gozaste.

Quem te trocou fui eu
Pela primeira que apareceu

E sem mais nenhum assunto
Como um defunto eu te enterrei.
Porque quem te trocou fui eu
Pela primeira que apareceu.

 

 

 
Paulo Herrmann 
Vive de sonoridades e ritmos, encontrando na música sua mais íntima harmonia. Entretanto, há momentos em que sua música se torna palavra e sai em busca de todas as ressonâncias.

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