Com esperança, no padecimento temporário do Poeta Marco Pais


Ah, Poeta, homem de letras...
Tu que que brincas
e põe-nas sempre e novamente
nos lugares certos e medidos,
falta-te um 'O'... E negativo!

Jogas tão facilmente com as letras,
até o gênero do autor sub-vertes.
E quando queres um único 'O',
ele mesmo se esconde,
o mesmo que foi-te tão obediente!

Gramática estranha, essa do sangue!
Difícil e dura, tão maleável no papel.
Genética cruel que impede meu B+
ser teu O e quando tanto precisas!
Sou-me impedido de transfundir-te...

Quisera abolir o Código Genético,
doar-te um sangue baiano!
Jorros de Cecéu, gotas de Gregório,
pulsares de Caetano, todos sangues
meus e baianos, amigo deitado...

Mas virá! Colherás do que irrigastes,
da tanta beleza que aspergistes
por Mares, Escritas, Mentes sem Fins!
E levantarás ao Terceiro Dia ou antes
com sangues de Poetas!

 

Salvador, Bahia e
Hospital São Camilo, quarto 316,
Av. Pompéia, 1178, São Paulo
18 de junho de 2000 AD
João Augusto Sampaio

 

 


química pura & aplicada

ara pacis avgvstvs

do ser bicho blues-de-ninar cavalo! a cidade das nuvens o extremo desconsolo do poeta de excrementos e deflúvios as fomes dos amores micropoema universo XXIX - ecologia franciscana micropoema universo XXX - a concisão esticada ao extremo timor em casa