Ao Pintor Diógenes Rebouças
e ao seu livro
Salvador da Baiha de Todos os Santos no Século XIX



Na hora grave em que os gurus meditam,
afasto minha visão da tela do computador
e vejo a vós, cúmulo-nimbos
baianas, gordas e barrocas,
arrastarem muito lentamente
seus ventres sobre o paliteiro
no qual transformou-se
minha Cidade do Salvador.

Nesse Espanto da Madrugada
tuas cores róseo-alaranjadas,
o ritmo caymmiano,
tuas formas volutuosas,
só acentuam a diferença
entre vós e Nossa Cidade
trans-formada.

Salvador da Bahia de Todos os Arranha-Céus.




Da Soterópole Ferida, 1/4/2000 AD
João Augusto Sampaio

 


química pura & aplicada

ara pacis avgvstvs

do ser bicho blues-de-ninar cavalo! o extremo desconsolo do poeta de excrementos e deflúvios as fomes dos amores micropoema universo XXIX - ecologia franciscana micropoema universo XXX - a concisão esticada ao extremo timor em casa letras de sangue