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| Ajoelho-me e vejo meu cão debaixo da cômoda de jacarandá-da-bahia. Vejo então o que nunca havia. Os debaixo das coisas, dos móveis. Visão franciscana da vida. E este ser que me vela, espera-me nos embaixos do mundo. E olha-me de baixo pra cima, estando eu abaixado e agachado. Dois olhos de gente com dois olhos de bicho. Animais para os quais dois santos pregaram. Um louvando, enquanto o outro desancava a raça humana, mesmo crendo. Pus-me no lugar de meu cão. Vi um mundo mais humano. 25/9/1999 AD |
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