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No exato instante
da primeira e salivante garfada na tua moqueca,
camarão-palhaço, rio e choro.
Vendo-te de cima,
humilhado e cozido, enrugado, desidratado,
onde a gaiatice que te batizou?
Os movimentos de tuas antenas, nunca mais.
Inerte, catatônico, imberbe,
ah!, palhaço, alimento de humanos.
Uns comem, outros dão-se.
Serena, Gaia prossegue sua caminhada
pulsando, andando, subindo...
João
Augusto Sampaio
Pitingae d'Aldeiae, Terrae Mvqvecae,
21/1/2000 AD
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