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Maracujá de gaveta
Borges
Todo dia, vinte vezes, ela abria aquela gaveta. Tava lá, seco, enrugado, o maracujá de Anísio. Ah, o beijo de Anísio, as mãos de Anísio, a safadeza de Anísio!... Deu pra ela o maracujá como quem dá uma prenda rara. Mas depois sentou praça na Marinha, nunca mais voltou, bandido... |
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