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De como Lily Rowan prepara para Margarida, a incansável, mais uma jornada pela noite |
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| Olhos meio fechados, ficou observando os outros. Os homens com os paus agora flácidos, respingos de porra nas coxas; os seios de Ângela num ângulo esquisito, mas altos e macios. Bonito, um peito de mulher, pensou. Mas nada, nada se compara à majestade de um pau duro. Vê-lo engrossando, a pele esticando, empinando-se orgulhoso em direção ao umbigo. Poderoso. O único prazer maior do que ver um pau duro é fazê-lo subir. Suspirou. | |
| Cansada pelo esforço físico, mas ainda mentalmente excitada, Margarida deixou os quatro estirados, largados, encostados uns nos outros. Jogou sobre o corpo a camisa de um deles, apanhada a esmo, e plantou-se diante do notebook, na pequena escrivaninha. Em segundos estava conectada à Internet. Acessou a sala de chat e observou os nicks, excluindo, selecionando, até chegar a um: Journey into Night. É esse, decidiu. | |
| Puxou conversa , em reservado, comentou a peça de Eugene O’Neil, Long Day’s Journey Into Night, o filme de nome idêntico, grande Katherine Hepburn, não? Foi pingando um pouco de malícia, insinuou a possibilidade de encontro. Percebeu o interesse, a curiosidade do homem. De repente, pediu: “Faz uma coisa pra mim? Tira o pau pra fora. Conversa comigo de pau de fora”. Pôde quase sentir a pequena contração, a excitação dele. | |
| Fazer o sujeito bater uma punheta ia ser fácil. Saber que em algum canto qualquer um homem estava na frente de um computador, de pernas abertas, a mão em volta do pau, indo e vindo, cada vez mais depressa, até o limite do insuportável, até a porra jorrar, pensando numa boceta que nem conhecia, ahhh, isso a excitava. | |
| Fechou os olhos, imaginando os movimentos frenéticos do cara. Não visualizava o homem todo, só aquela mão no pau. É o que importa, pensou, enquanto sentia uma fome danada. Tesão e fome. | |
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de Marcos Fernandes |
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