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Anjo
não. Eu detesto que me chamem de anjo. E ela me vem com anjinho,
porra. E fica falando difícil. Essa mulher tá precisando
é do Freitas, isso sim. Eu queria ver é o Freitas enfiando
aquele caralho nessa boca maldita que não para de falar e dar outra
ocupação pr’essa língua descontrolada de mulher que
pensa na hora de foder... e eu só olhando, e enrabando, ahh...
–
Põe a mão, anjo. Põe a mão no meu suco, que
já nem sei de onde vem, mas vem vindo, vindo, como afluentes de
um rio que procuram um rumo comum... Você tá muito parado,
amor, vira pra cá... Presta atenção, sente o amor,
eterno novamente... latejando....pega, vai... Desmancha, anjo... desfaz
em prismas a solidez dos meus dias avaros de deus, de toques, de sonhos...
Vem, meu cigano, meu bolchevique, vem... Pronto,
toma o meu pau, chupa ele sua puta. Cala essa boca e chupa, vai chupando...
assim... assim... ah, sua gostosa... Ela é gostosa, essa vadia,
eu logo vi lá da sacada... isso... meu anjo... anjinho...
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