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| Mas
de repente, quase como num pesadelo, tudo se tornou estático e inconseqüente.
Os movimentos, as palavras, os arfares, os frêmitos pareceram se
esvair e uma invisível e desconhecida sombra cobriu aqueles corpos
nus. Um vácuo gélido como que percorreu a pequena lâmina
de ar que existia entre seus corpos… Separaram-se.
Sem compreender direito o que estava acontecendo, ela indagou: – O que houve amor???? De imediato sentiu o embaraço em suas feições. Ele fugia de seu olhar direto e balbuciava ininteligivelmente monossílabos desconexos… A frustração dela evoluía para uma raiva surda… Ambígua raiva na verdade. Ainda não bem definida se de si própria ou dele… O que poderia ter acontecido para termos saído do quase clímax para aquela situação beirando ao ridículo, questionava… Completamente nus na cama, sem que ele ao menos a olhasse de frente? Como aquele homem que a tinha levado quase à loucura estava agora tão diminuído frente aos seus olhos? Aparentemente tomado de um lampejo de coragem e ainda sem encará-la de frente, ele perguntou: – Você se incomodaria se eu chamasse o Freitas para se juntar a nós? Ele ainda deve estar à mesa do café da manhã… |
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